21 abril 2017

Dizem que um livro termina de ser escrito pelo leitor.

Afinal, é o leitor quem interpreta e reinterpreta a obra; quem dá sentido, fundamento e significado ao que foi escrito. Um livro sem leitor é um livro inacabado, incompleto. E se assim for, posso garantir que O Duplo da Terra, meu terceiro livro, terminou de ser escrito ontem – e com maestria.
Porque até agora eu não consegui encontrar palavras no dicionário para explicar a enorme emoção que foi participar do Dia Literário do Instituto Educacional Girassol, ontem de manhã.
Os alunos leram O Duplo da Terra, e fizeram cartazes, textos, montagens, colagens, desenhos, e até um teatro lindo sobre a obra.
Foram tantos trabalhos magníficos, e minha emoção era tamanha, que todas as fotos que eu tirei (e foram quase 40) saíram tremidas. Só deu para salvar esta, que eu publico abaixo – e que dá uma boa prévia de tudo o que eu vi e vivi ontem.
Para minha sorte, a escola tirou um monte de fotos também, e assim que as divulgarem, eu divulgo aqui. Porque SÓ VENDO para vocês entenderem do que eu estou falando.
Além dos trabalhos da gurizada, eu também ministrei uma palestra chamada “Encaixotando o Problema”, e depois ficamos ali, trocando mil ideias.
Falamos de literatura, do jogo Baleia Azul e do jogo Baleia Rosa, de feminismo, de vida após a morte, de alienígenas, de privilégios, de sereias, da violência contra a mulher, de doenças físicas e emocionais, de gatos, de digestão mental, e de tudo o mais que vocês puderem imaginar!
Foi sensacional! Entrei na escola às 8h da manhã e saí só ao meio-dia, coberta de amor da cabeça aos pés.
Obrigada, alunos!
Obrigada, Instituto Educacional Girassol.
Obrigada professores, funcionários, direção.
Do mesmo jeito que me faltam palavras para definir a enorme emoção que foi o dia de ontem, me faltam palavras para agradecer.
Obrigada por concederem tanto sentido, fundamento e significado ao meu livro.
Obrigada por terminarem de escrever O Duplo da Terra com tanta beleza, leveza e capricho.
Nunca vou me esquecer do dia 20 de abril de 2017. Nunca!