28 fevereiro 2017

O que seria?

O que seria do santo sem o pecador?
Do mocinho, sem o vilão?
Do obediente, sem o insurgente?
De deus, sem o diabo?
Do nobre, sem o vulgar?
Do sono, sem o cansaço?
Do belo, sem o feio?
Da calmaria, sem a tempestade?
Do alívio, sem a dor?
Da igreja, sem a decadência?
Da abstinência, sem a compulsão?
Do silêncio, sem o uivo?
Do perdão, sem o insulto?
Do céu, sem o chão?
Do brilhante, sem o opaco?
Do sensato, sem o louco?
Do caramelo, sem o limão?
Da empolgação, sem o tédio?
Do bendito, sem o maldito?
Do amor, sem a indiferença?
Do sublime, sem o profano?

O que seria do protagonista sem o seu antagonista?