02 janeiro 2017

Um texto de réveillon

Já era quase 7h da manhã do dia 1º de janeiro de 2017 quando o último amigo deixou nossa garagem, após a festinha de réveillon. Foi então que eu sentei sozinha no gramado, em frente de casa, e fiquei olhando o céu. O sol já havia nascido, e pintava o horizonte com tons de rosa e laranja. Depois de horas e horas de chuva torrencial (2016 se foi embaixo d’água), 2017 chegava calmo, limpo, silencioso e belo.
Naquele momento, só me ocorreu agradecer a 2016.
Agradecer porque, apesar das agruras da vida, e da loucura coletiva generalizada, e da crise política/econômica/social/individual que assola o Brasil, nós continuamos aqui.
Todos nós; inclusive você, que agora lê este texto.
Estamos vivos; seguimos na atividade. E em tempos tão malucos, isso é um feito e tanto. Afinal, como li recentemente, nós sobrevivemos a 100% de nossos piores dias. Uma conquista da qual devemos nos orgulhar.
Por isso eu disse para 2016, quando ele já havia embarcado na estação que leva ao passado: obrigada.
E sentada ali no gramado, observando o primeiro amanhecer do novo ano, não pude deixar também de saudar 2017.
Seja bem-vindo, eu falei baixinho.
Tenha paciência e seja gentil conosco, ano novo.
Que, apesar da nossa teimosia, das nossas reclamações de barriga cheia, da nossa insolência, você possa pegar leve com a gente – e, principalmente: que a gente consiga pegar leve com você, 2017.
Que tenhamos coragem de ser feliz – porque, sim, é preciso destemor para abraçar a vida com alegria.
Que possamos deitar nossa cabeça no travesseiro e dormir em paz.
Que seja um ano de sossego e silêncio interior – apesar do caos e do barulho aqui fora.
É o que eu desejo para você, e é o que eu desejo para todos que passaram por 2016 junto comigo.
Obrigada, 2016.
Seja bem-vindo, 2017.
Vem mansinho, porque eu tô de boas! ;)