26 janeiro 2017

Três semanas.

Foi o tempo que durou a reforma que realizamos aqui no porão – e que, agora, se chama “andar térreo”, e não mais “porão”, haha.
O fato é que, durante três semanas, não consegui sequer chegar até o escritório onde funciona a Editora Os Dez Melhores, já que a editora fica no porão. Ou melhor, no andar térreo.
Foram três semanas imersa em poeira, entulhos e barulho. Muito, muito, muito barulho (vizinhos, nos desculpem, nós amamos vocês!). Três semanas acessando a internet somente do celular (habilidade: zero); três semanas sem responder e-mails, mensagens, sem nem curtir o post do amigo. Até voltei a escrever em um caderninho, pra não perder o fio da meada.
Três longas semanas vivendo em suspensão, totalmente fora da rotina, sem muitas das referências habituais do cotidiano. O que serviu para relembrar o quanto é maluco ser subitamente arrancada da normalidade do dia a dia, seja pelo motivo que for. Como o nosso corpo reage de modo estranho e inesperado quando saímos fora do padrão de vida que costumamos levar.
Uma experiência interessante, rica e etc., mas que, sinceramente, não pretendo repetir tão cedo.
Porque, sabe, eu amo a rotina.
Eu saio correndo desesperadamente atrás dela toda vez que ela me escapa. A rotina mantém, com eficiência, minha sanidade mental, e por isso eu costumo amá-la e preservá-la com dedicação, carinho e cronogramas de trabalho, haha.
Seja bem-vinda de volta, querida rotina!
Três semanas sem você é tempo demais para minha mente em desalinho!