07 janeiro 2017

Chega logo, 19h!

A formatura da 8ª série aconteceu em 1998. A do 2º grau (hoje Ensino Médio) foi em 2001.
Eu estudei no Colégio São José Notre Dame, de Não-Me-Toque/RS, minha vida inteira, do pré até o fim – saí somente por um ano e meio, entre a 2ª e 3ª série do Ensino Fundamental, porque não aguentava uma professora maluca que gritava o tempo inteiro.
Mas voltei, e de lá não saí mais.
De modo que é impossível falar de mim, da minha vida, e da pessoa que me tornei, sem falar dos muitos anos que passei nos corredores do São José, e de todas as pessoas que, comigo, percorreram este caminho louco, lindo, e por vezes desesperador, haha.
Elas são parte de quem eu fui, de quem eu sou, e certamente de quem eu ainda serei.
Disse tudo isso para que vocês possam compreender o quanto o dia de hoje é importante para mim.
Porque hoje é o 2º encontro da turma, que carinhosamente apelidamos de “Sobreviventes do Colégio São José Notre Dame” (quem estudou lá, vai entender). ;)
Hoje é dia de rever pessoas que não vejo desde 1998.
Desde 2001.
Amigos queridos que seguiram seus caminhos longe de mim, e com os quais praticamente perdi contato.
Hoje é dia de mergulhar de cabeça e olhos fechados em um baú de memórias que não costumo abrir – mas que guardo com todo carinho no lugar mais seguro do meu coração.
Hoje de noite, a partir das 19h, estarei ao lado das pessoas que cruzaram comigo pelos corredores de piso vermelho do Colégio São José, e levaram mijada da Marli, e foram para a diretoria da Irmã Terezinha assinar o mítico “caderninho negro” – três assinaturas e era suspensão.
Pessoas que comeram a pizza da mãe do Marcelão na cantina junto comigo, e também as torradas, e os bolos de chocolate (era um empurra-empurra na hora que tocava o sinal para o recreio, que faria os Black Blocs passarem vergonha, hahaha).
Pessoas que infinitas vezes cantaram comigo o hino nacional, e assistiram os alunos que se dispunham a hastear a bandeira perderem o tempo entre o hino e o ritmo da subida. Ou a bandeira chegava ao topo da haste bem antes do hino acabar, ou bem depois; nunca ao mesmo tempo. E era sempre engraçado, hahahaha.
Vamos relembrar da época em que ficar na esquina fumando um cigarro depois da aula era algo altamente subversivo.
E também do fatídico dia de 2001 em que alguns de nós se formaram “simbolicamente”, porque ainda estavam em recuperação (eu não era um deles, IMAGINA SÓ).
Enfim. Hoje é dia de voltar a um tempo onde tudo era simples, pequeno e bonito, apesar da gente não saber.
Chega logo, 19h!
Tem anos e anos de saudade por aqui para matar!

Foto: Formatura (“simbólica”, para alguns) do 2º Grau. 2001. Me encontre na foto e retire seu prêmio na portaria, hahaha.