20 junho 2014

Protesto silencioso - Parte II.


"Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
 
perderam o sentido, apenas querem explodir". 
(Fragmentos do poema Nosso Tempo, de Carlos Drummond de Andrade)