29 setembro 2013

Homo Literatus

E eu, sequela que sou, esqueci completamente de comentar aqui no blog que sou a mais nova e feliz colunista do site Homo Literatus.
Quinzenalmente publicarei um texto no site falando sobre o que mais amamos!
Não, não é sobre brigadeiro nem bolo de chocolate, seus esfomeados!
É sobre literatura! :)
Já temos duas crônicas minhas no ar:
e
Acessem, leiam, comentem e, se sobrar um tempinho, curtam a página do Homo Literatus no Facebook também.
Como diz meu amigo Felipe Faé, um copo d’água e uma curtidinha não se nega a ninguém.
Obrigada, bonitos.

25 setembro 2013

Eles estão pensando em nós

Texto publicado no jornal Folha de Sananduva em junho de 2013.

Não tenho receio nenhum de afirmar que as páginas que o Brasil está escrevendo, desde o dia 17 de junho de 2013, serão estudadas pelos meus filhos e netos na escola.
E eu terei muito orgulho de dizer para eles que fiz parte desta história.
Que ajudei a escrevê-la.
Uma história onde um povo bovinamente pacífico, entorpecido em meio a samba, futebol e novela do Manoel Carlos, inesperadamente acorda. E acorda irritado.
Ao contrário das formigas – que só não dominaram o mundo por que não conhecem sua força coletiva – o povo brasileiro parece que descobriu que é o patrão, e não o capataz.
Por conta disso, neste exato momento nossos governantes e seus asseclas estão pensando em nós.
E estão confusos pensando em nós.
Estão BORRADOS ATÉ AS MEIAS pensando em nós.
E isso é sensacional!
O movimento #vemprarua serviu para mostrar aos políticos que, ao contrário do que imaginavam, o povo sabe sim que com Copa e Big Brother não se faz uma nação.
Sananduva, bem como o resto do país, também foi pra rua.
E eu fui pra rua com Sananduva.
Estima-se que havia cerca de 300 pessoas na manifestação, que foi totalmente pacífica e incrível.
Havia também muitas crianças e adolescentes, e muito adulto, avô, pai, mãe, tia, professor. Negócio bonito de se ver!
Alguns manifestantes reclamaram que havia pouca gente, que muitos não apareceram.
Eu nem reparei.
Só vi que 300 pessoas apareceram, e foram 300 pessoas em Sananduva, 6 mil em Passo Fundo, 800 em Carazinho, 3 mil em Erechim, 65 mil em Belo Horizonte, 2 mil em Sertãozinho, 10 mil em Porto Alegre, 500 em Madri, 30 mil em Brasília, 100 mil em Recife, 2 mil em Londres, 300 mil no Rio de Janeiro. E segue a lista.
Juntos, somos muitos.
E muitos, juntos, são fortes.
E somente juntos e fortes vamos construir um Brasil melhor e mais decente para todos nós, e para nossos filhos, e nossos netos.
É, aliás, esta a história que eu gostaria que os nossos filhos e netos estudassem na escola: sobre o dia em que um povo entorpecido e bovinamente pacífico descobriu que só é forte quando está unido (não contem isso para as formigas!); tirou o sono e o sossego de uma corja que transformou nosso país em um covil, e tornou o Brasil um lugar mais vibrante e menos triste de se viver.