21 fevereiro 2011

Pra não dizer que eu não atualizo este blogue.

Eu mantenho o Blogue da Jana desde 2008, e esta não é a primeira vez que fico milênios sem publicar nada. Não que não haja assunto – assuntos sempre existem, feliz ou infelizmente – mas nenhum têm me interessado o suficiente a ponto de me fazer discorrer sobre, neste espacinho virtual que chamo de meu.
Por isso estou corrigindo meu próximo livro, que se chama O Túmulo do Ladrão (leia o capítulo 1 clicando aqui) e com o qual tenho me sentido bastante satisfeita. Corrigir um livro é mais difícil do que escrever um livro, porque, para escrever, basta uma idéia na cabeça e uma página de word em branco aberta na frente do teclado. Mas para corrigir é preciso muito mais. E você apaga e reescreve e relê e anota dúvidas e procura sinônimos e pensa pensa pensa, até que sua cabeça explode e seus olhos lacrimejam e você precisa de uma aspirina e gotas de colírio Moura Brasil.
Não é fácil, mas é divertido. Não parece, só que é.
Também tenho pensado o que farei com este livro depois que ele estiver pronto. Andei conversando com meu namorido, que também é escritor, e concluímos que, já que não vamos nunca na vida ganhar dinheiro com literatura, então que pelo menos possamos fazer com que nossos escritos cheguem até o leitor por preços módicos, para não dizer simbólicos. Ou seja: é muito possível que eu não lance O Túmulo do Ladrão em formato de livro. Tampouco o lançarei como e-book nem o postarei na internet, porque detesto ler na internet e, baseada em mim, penso que todo mundo é igual. Mas deve existir outras maneiras de se imprimir uma história e fazê-la chegar a quem gostaria de lê-la por menos de cinco reais. E é o que farei, possivelmente. Daí quem não comprar não vai comprar porque não quer, e não porque está falido, como estamos todos.
Também estou me preparando para começar um curso de maquiagem no Instituto Embelleze de Passo Fundo. Inicia nesta quarta-feira e dura seis meses. Estou empolgadíssima com a idéia de ganhar meu próprio dinheiro e não ter de ficar mendigando reais para pai-marido-avô. Não havia pensado nisto quando decidi ser escritora, mas chega um momento em que a falta de verba começa a abalar sua auto-estima e isto é perigoso. É claro que, até agora, eu não fui muito esperta, e só o que fiz da minha vida nos últimos sete ou oito anos foi escrever e esperar o momento em que aquilo tudo me daria um retorno financeiro. O que não aconteceu nem acontecerá, e então eu decidi que não poderia continuar aqui parada à espera de um milagre. E como amo maquiagem, optei por este curso sabidamente. Em seis meses serei uma maquiadora profissional e viverei feliz deixando o mundo e todas as coisas esteticamente mais agradáveis, isto é: além de ganhar meus pilas e poder pagar meu cigarro sem mendicância, ainda colaborarei para salvar da ruína o amor-próprio de mulheres como eu, você, sua mãe e sua namorada. Não é perfeito? Também acho.
Outra coisa na qual tenho me dedicado e que me faz um bem danado é a pintura. Desenvolvi uma técnica altamente apurada (haha) de pintura com canetinha. Sim, canetinha. Aquela mesma que você compra para seu sobrinho ficar quieto desenhando em cima da mesa de centro da sala e te deixar em paz por alguns minutos. É super bom e gostosinho, e enquanto eu desenho não fumo, não penso, não como frituras nem faço nada que possa comprometer minha saúde ou o bem-estar físico das pessoas que eu amo. E, veja só, estou ganhando até um dinheirinho camarada: minha best friend forever Michele, que é a psicóloga mais incrível do condado, me pediu um quadro para colocar no seu consultório, e para isto que tenho vivido nos últimos dias também.
Então é isso, leitores queridos.
Permanecerei algum tempo ainda distante, resolvendo minha vida, terminando quadros feitos com canetinhas de crianças e cursos de maquiagem, além do meu livro, mas voltaremos.
Eu e o Walter Ego, meu compadre que, junto comigo, está tentando entender algumas coisas.