03 abril 2010

Comentários.

Então me perguntaram:
- Jana, porque não dá para comentar no teu blogue?
- Jana, porque não dá para comentar no blogue da Assassinos S/A?
- Jana, porque não dá para comentar no site do selo Literarte?
Muitas dúvidas entre a comunidade.
Por isso cá estou, disposta a esclarecer todos estes complexos questionamentos.
Por tópicos, porque adoro tópicos.

Latidas.

Sim, muitas latidas – este é o motivo número 1.
Sempre disse que pessoas que latem não mordem, mas ficar ouvindo aquele auauau no ouvido é altamente cansativo e estressante.
Você abre os comentários e precisa ficar AGOENTANDO gente covarde que, por trás de pseudônimos e apelidos, acha que sua caixa de mensagens é vaso sanitário para ficarem vomitando sua frustração e sua insatisfação crônica com a vida.
Confundem, como muito bem especificou a incrível e agora mãezona Flávia Brito, liberdade de expressão com libertinagem de expressão, e desconhecem todos os princípios básicos da boa educação.
Não posso com gente assim.
NÃO POSSO!

Posso dar minha opinião?

NÃO!!!!
A não ser, é claro, que eu pergunte.
Mania xarope essa de chegar no blogue de alguém, ler o texto e deixar apreciações inoportunas como: adorei, mas acho que...
Não, amigo, não ache nada.
Se não gostou do texto, simplesmente clique naquele X ali, no canto direito do seu monitor, e feche a página.
Se gostou, que bom, que ótimo, que lindo.
Se, na sua opinião, o texto ficaria melhor escrito de outro jeito, abra o Word e escreva do seu jeito.
É insuportável ficar lendo as brilhantes opiniões literárias de gente que você nem sabe de que buraco saiu sobre uma criação sua.
Se eu quiser uma opinião, pedirei.
Caso contrário, recolhamo-nos a nossa insignificância, combinado?

Caçadores.

Os piores entre os piores.
Na tentativa desesperada de angariar mais comentários para seu blogue (muita gente, ingenuamente, ainda credita a popularidade de um blogue a quantidade de comentários em cada texto), invadem teu blogue, nem lêem teu texto e deixam comentários desprezíveis do gênero: oi, adorei o texto, visita o meu blogue...
Isso é de uma falta de educação, consideração e gentileza que nem sei comensurar.
Não façam isso.
É feio, é desprezível, é irritante, pedante, ordinário.
Fim de papo.

*

Pois é.
Na minha opinião (sim, posso dar minha opinião aqui porque aqui é o meu blogue) nenhum texto, em nenhum site, deveria ser aberto a comentários.
É uma pena, mas, raras exceções, as pessoas não sabem comentar.
Nem o que, nem quando, nem como.
Se, por acaso, você discordou da opinião que consta no texto ou tem algo a acrescentar ao que está ali escrito, escreva ao autor, com educação e grafia correta, expondo seu ponto de vista. Isso sim é saudável, pois gera uma troca de idéia que, se formos pensar bem, é o objetivo primordial dos blogues.
Agora, se você acha que o autor deveria ter escrito diferente, fique na sua e escreva você, da maneira que julga ser a correta. Não somos os donos da verdade. Ninguém. Nem eu, nem você, nem ninguém, portanto, vamos nos respeitar.
Mas se quiser popularizar seu blogue, escreva coisas interessantes, inéditas, e tenha paciência. O número de comentários não significa nada. Não é índice de popularidade, não senhor. E digo mais: constranger outros blogueiros a acessar o seu blogue é quase indigno. Acreditem nisso.
Ademais, estou super aberta para trocar idéias, conversar, discutir - porém com classe, elegância e educação.
Está mais do que na hora de aprendermos a usar nossa liberdade de expressão, que tantos socos e pontapés em porões do DOPS custou.
Ah!
Antes de finalizar, lembrem-se que sinceridade não precisa vir atrelada a falta de educação.
Ainda existe gente que se orgulha de ‘falar o que pensa, na cara, na lata, sem meias palavras’, sem perceber que, como disse no início deste texto, não passam de vira-latas latindo no portão – vira-latas estes que, basta você sapatear no chão, correm para debaixo do sofá, assustadinhos.
E perdoem-me aqueles que não compactuam com tudo que descrevi aqui.
São vocês mesmo que despertam em mim a esperança em um futuro melhor e mais cor de rosa.
Aquele abraço.