30 julho 2009

Blog Cabeças Cortadas.

Sabem a antologia Assassinos S/A?
Pois é.
Além de ser a organizadora-ditadora-mor, também incluí, discretamente, entre os textos adoráveis de meus psicóticos escritores, um texto meu!
Ora, é claro que sim!
Se eu meto o bedelho em coisas que sequer me dizem respeito, imagina quando é o contrário.
Ou seja: também estou por lá, mais enfiada que cueca em bunda de gordo (rarara, adoro essa expressão), ao lado d’O Ilustre e Imprescindível Investigador Alcebíades.
E pela primeira vez na história deste país este ilustre e imprescindível conto sai das páginas do livro diretamente para a tela do seu computador!!!
Não é uma notícia fenomenal?
Ele está, neste exato momento, publicado no Blog Cabeças Cortadas, do qual sou colaboradora e carrasca, com muito orgulho.
Cliquem aqui e leiam tudo.
Depois me digam o que acharam.
Ou não.

Beijo meu.

29 julho 2009

O Grande Dilema.

Vida em fuga.
Esta é a nossa história.
A minha e a sua também, e não se faça de desentendido.
Passamos boa parte de nosso tempo, que é curto, fugindo de tudo aquilo que seja capaz de nos apresentar, intimamente, a quem realmente somos.
- Oi, prazer, eu sou...
Para não ouvir o que interessa, ocupamos nossos ouvidos e todas as nossas horas (incluindo as de sono) com coisas que, a bem da verdade, no frigir dos ovos, na hora H, não fazem a menor diferença: roupas, carros, festinhas, contas, cabelos, almoço, jantar. Drogas, bebidas, cigarros, livros, novelas, sessão da tarde. Internet, Orkut, MSN, blogue. Vizinhos, ex-namorados, fofocas, conversas fiadas. Revistas, jornais, cachorros, empregos, prazos, horários, aperitivos.
Muitas coisas.
Criamos um monte de subterfúgios para nos distrairmos do mais importante, daquilo que substancialmente faz diferença e que fica escondidinho, renegado para depois de amanhã, ou quem sabe nunca.
Fuga de nós.
Do que somos, do que queremos de verdade, com o que nos importamos.
O ser humano é o animal irracional mais preocupado em não saber por que é que existe sobre a face da terra.
Todos os outros (lagartixas, gatos, cavalos, peixes e bactérias) sabem por que são.
Sabem por instinto o que, afinal de contas, estão fazendo por aqui.
Nós não.
Não, porque não queremos.
Porque não nos interessamos e, claro: porque nutrimos o sentimento mor que atravanca tudo que encontramos pela frente.
Falo do medo.
Claro, ele mesmo, nosso velho companheiro.
Medo hediondo e medonho de descobrir quem é, verdadeiramente, aquele cara que te olha bem nos olhos toda manhã, quando você acorda, refletido no espelho do banheiro.
O que ele quer?
Será que sua maior preocupação é com aquele emprego, ou com os óculos lindos que viu na vitrine e pensa que vai morrer se não comprar?
Será que ele quer, mais do que tudo nessa vida, ir tomar cerveja com os amigos no bar só pra tirar fotografias sorridentes e animadas, para pôr no Orkut e para convencer, você mesmo e o resto da humanidade, do quanto sua vida é muitíssimo divertida?
Será que esse cara do espelho sinceramente deseja ganhar muito dinheiro, e comprar muitas coisas que mostrem para os outros que ele ganhou muito dinheiro?
Será que seu sonho é ser muito conhecido e popular e adorado e admirado, e participar de muitos eventos, e ser convidado para todas as festas e ter 20 mil seguidores no Twitter?
Reconhecimento?
Vaidade ou vontade?
Eu admito: não sei.
Das coisas que eu quero, de fato, com franqueza e fúria, pouco conheço.
Sei dos meus sonhos óbvios, aqueles que todo mundo tem e são sempre iguais e enfadonhos.
Sonhos com data de validade.
Sonhos hipócritas e mesquinhos, vazios e detestáveis, tolos e mil vezes tolos, que sequer merecem ser reconhecidos como sonhos.
São, na realidade, caprichos.
Fantasias que viram poeira quando nosso corpo vira carniça embaixo de sete palmos.

Então entramos em tortuoso conflito; eis nosso grande dilema.
Pois aquilo que nosso âmago suplica para nós, é considerado nanico perto dos grandiosamente fabulosos sonhos do mundo.
E iludidos, deslumbrados e abestalhados, acabamos caindo no velho conto do vigário, esquecendo que os sonhos do mundo é que são nanicos.
Nanicos porque servem, talvez, aos outros; não a nós.
É aqui que nos estrepamos.
Negar a verdade é muito corrosivo para a saúde.
Mesmo assim, adoramos dizer, bem alto, para que possamos ouvir: não.
E por isso fugimos.
Fingimos.
Com o tempo, até nos acostumamos a disfarçar.
Nos transformamos em nosso próprio disfarce, e já nem precisamos mais nos fazer de surdos: surdos acabamos ficando, realmente.
Não precisamos mais de máscaras, porque nosso rosto assumiu suas feições e ficou para trás.
Paramos, então, de nos ouvir dizendo sim, e aquele sujeito que agora nos observa no espelho do banheiro, toda manhã, já não incomoda, porque é falso como todo o resto.
Tudo passa a se resumir a muitos quilos de coisas efêmeras e vazias - coisas que, quanto mais se tem, mais falta lhe trazem.
Falta de qualquer negócio que seja capaz de preencher aquele oco dolorido ali de dentro, que você não sabe explicar, nem desenhar, nem descrever, mal e mal consegue sentir com lucidez.
Mas que existe.
E por isso você se entope, cada vez mais, insaciavelmente, delirantemente, de roupas, carros, festinhas, contas, cabelos, almoço, jantar. Drogas, bebidas, cigarros, livros, novelas, sessão da tarde. Internet, Orkut, MSN, blogue. Vizinhos, ex-namorados, fofocas, conversas fiadas. Revistas, jornais, cachorros, empregos, aperitivos.
E o vazio continua ali.
Ainda mais vazio.

Não, meus camaradas, eu dispenso tudo isso.
Não quero me tornar mais uma dessas vítimas de si mesmo, como a que descrevi acima e como tantas outras que conheço pessoalmente.
Pessoas que se consomem e consomem o mundo a sua volta, com desespero e estupidez, buscando qualquer alternativa capaz de acabar definitivamente com a sua solidão - sendo que o único apto a fazer isso está amordaçado e com as mãos amarradas para trás, preso lá dentro daquele cara que te olha com um sorriso decepcionado de satisfação, todo dia, no dito do banheiro – lugar de todas as reflexões.
Não quero ser assim, e isso me anima, pois querer já é meio caminho andado.
Mas, sabem, é difícil.
Por muitos momentos me pego dando uma importância cavalar para coisas que, honestamente, não valem absolutamente nada.
Os paraísos artificiais de Baudelaire estão em cada miudeza que enaltecemos, mas que, como toda miudeza, é incapaz de preencher um salão vazio.
Me vejo perdendo tempo em um ócio pernicioso, mergulhando em divagações que me levarão a lugar nenhum.
Esta fuga parece genética, biológica.
Própria da nossa espécie.
Mas não é.
Nós é que inventamos tudo isso, e inventamos valores para as coisas que nos rodeiam.
Valores deturpados, questionáveis sob qualquer ponto de vista minimamente decente.
O que realmente queremos com tudo isso?
O que esperamos, por qual porta resolvemos passar?
Cortamos o fio vermelho ou o fio amarelo?
E agora, José?

Tenho medo de pensar que estou seguindo pela direção certa, e estar fazendo justamente o caminho contrário.
E, afinal, acho que é por isso tudo que eu escrevo.
Para tentar organizar as coisas todas que borbulham aqui dentro, e me fazem mudar de idéia a cada instante.
Escrever é uma forma de pensar.
E às vezes me ajuda, noutras me confunde ainda mais.
Numas me anima, noutras me nocauteia já no primeiro round.
Aquela senhora que vende doce de leite, de casa em casa, me disse uma vez que isso aí é a vida: ver para onde vamos e de onde estamos saindo.
Ir adentro, não avante.
Se enxergar, se ouvir, saber o que se quer.
Desamarrar-se e desvendar os olhos, para ver.
VER.

Quero saber quem eu sou e se ainda posso confiar em mim.
E, mais importante do que tudo isso: saber se a outra, ali do banheiro, irá acreditar nesta daqui.
Porque sinceramente, por muitas vezes, até eu me duvido.

25 julho 2009

Dia do Amigo.

Eu sei, foi dia 20 de julho.
Já passou.
Mas foi proposital escrever sobre este dia justamente depois que ele já se foi.
É porque sou adepta, há uns 3 anos, da sabotagem à datas comemorativas.
Não parabenizo, não compro presentes, não faço jantares cerimoniosos, nada.
E pode ser dia das mães, dos pais, dos namorados, dos amigos, das crianças.
Não participo.
Me nego e não participo.
Fim.
No entanto, muitas das pessoas que me rodeiam compactuam com essas datas comerciais, digo, especiais, e me mandam recadinhos fofos e em massa pelo orkut, pelo e-mail, por torpedo.
Pessoas que eu mal e mal cumprimento na rua, ou que vi uma vez na padaria, estão lá: Feliz dia do amigo Jana, você é muito especial.
Arrã.
Tudo bem, eu não ligo.
Nem tudo que é sincero é simpático, e nem tudo que é simpático é sincero.
Mas a verdade é que as pessoas se deixam levar por datas.
Ora, datas não significam nada, meus amigos e pseudo-amigos.
Inclusive, as nossas datas sequer fecham com as datas chinesas, astecas, hindus, romanas.
Trata-se apenas de um número, em um calendário que muda conforme a região do mundo onde você estiver.
Mas amigos, esses sim, não mudam nunca.
Quem é seu amigo aqui no Brasil, continuará sendo seu amigo em qualquer lugar do sistema solar, em qualquer calendário, em qualquer época, em qualquer dimensão.
E ou não é?
Neste último dia 20 de julho, recebi uma ligação de uma das minhas maiores e melhores e mais especiais amigas, Michele - Chelle, para os chegados.
A guria é tão das minhas que eu, particularmente, a carrego no peito como a irmã que eu não tive por vias naturais.
Ela participa da minha vida desde que eu tinha 12 anos e acendi meu primeiro cigarro, e com ela eu já briguei, já me meti em confusão, já fiz tragos homéricos, já chorei, já pintei o sete – tudo literalmente.
Em outras palavras: mexer com ela é mexer comigo, e fim de papo.
Então.
Como dizia, neste dia 20 ela me telefonou, não para desejar feliz dia do amigo, mas para avisar que seu avô estava internado no hospital, e faria uma cirurgia muito delicada.
Chelle chorava, é claro que sim.
Estava com medo do que poderia acontecer.
E por isso ela me telefonou.
Entre as milhares de pessoas para as quais poderia recorrer, ela recorreu a mim.
E eu apenas lhe disse que mantivesse a fé, e rezasse para que acontecesse o melhor, seja lá o que fosse melhor.
Também disse que nós, enquanto seres humanos, somos limitados demais para entender alguns desígnios de Deus, e que Ele não escreve certo por linhas tortas; nós é que não sabemos ler suas escrituras.
Mas, o mais importante: eu disse que estava ali, para o que ela precisasse. Que ela não se sentisse constrangida em me telefonar, em me chamar, em gritar pelo meu nome, não importava a hora.
Eu estava e sempre estarei pronta para atender qualquer um dos seus chamados.
E tudo que eu falei, cada palavrinha, cada vírgula, cada vogal e cada consoante, estavam revestidas da mais pura e cristalina sinceridade.
Se eu estiver em Liverpool assistindo um show dos Beatles com o próprio John Lennon em cima do palco, largo tudo e venho correndo, caso Chelle precise.
Antes de desligar, ela ainda disse:
- Feliz dia do amigo, Jana.
E este foi o “feliz dia do amigo, Jana” mais honesto que já ouvi na minha vida inteira.
Entendem o que quero dizer?
Amigo é isso.
Sem presentes, sem datas especiais, sem cartões nem mensagem de massa.
É aquele cara que vai estar ali, não importa o temporal, não importa a confusão, não importa o que você faça ou pense: ele não vai te abandonar nem que a vaca tussa.
E quando a dor apertar no coração, e quando nos sentirmos encurralados, solitários, desesperados, esse cara, o amigo, vai te ligar, vai aparecer, vai te deitar no colo, fazer cafuné e dizer que está tudo bem.
E estes caras, que estão para você assim, gratuitamente, integralmente, desculpem, mas não passam de meia dúzia.
Sequer chegam a meia dúzia.
Por isso, e por mais que este discurso seja clichê e já tenha sido usado mil e trezentas vezes por mil e trezentas pessoas diferentes, eu faço coro para dizer: dia do amigo é todo dia.
Todo instante, todo momento, toda madrugada escura e fria, toda tarde solitária sentado na janela vendo a chuva cair.
Amigo é o que a Chelle é para mim, e é o que eu sou para a Chelle.
E não somente dia 20 de julho.
Todos os dias.
E quem tem amigos assim é um privilegiado.
Eu sou uma privilegiada.
Pois celebro, cada dia, cada amanhecer e cada entardecer, a importância e a diferença que um amigo como Chelle faz na vida de alguém como eu.

Feliz dia do amigo, então, para todo mundo que tem o que comemorar.

22 julho 2009

O Chapéu da Beata Berta

Lá vai a Berta, o chapéu cobrindo suas vistas e o casaco cobrindo seus braços flagelados.
Faz quarenta e dois graus e ela usa mangas compridas.
Sei que está machucada, todo mundo sabe.
Ela sabe que sabemos.
Reza a lenda que toda vez que Berta, a beata Berta, tem algum sonho erótico, ela corta os próprios braços com um estilete, para se punir e se livrar dos pensamentos sórdidos. E eu posso imaginar a quantidade de pensamentos sórdidos que beata Berta deve ter.Vai pra igreja todos os dias, e de sua casa dá para ouvir os gritos quando está rezando:
- Pela glória de nosso senhor Jesus cristo, amém!
Isso sem contar quando não arruma escândalos, só porque viu um casal de namorados se beijando no meio da rua ou uma mocinha de mini-saia. Uma vez, começou a gritar na frente da casa de dona Teodora porque viu suas calcinhas estendidas no varal.
- Ferramenta do demônio!
Chegava a ser engraçado.

Leia o resto aqui.

Aviso aos Navegantes:

Pessoal: andei deletando alguns blogues que eu seguia, mas que não eram mais atualizados.
Espero que entendam e não fiquem chateados.
Quando ressucitarem seus blogues, me avisem que eu estarei lá, imediatamente seguindo.
Boa noite pra vocês.

;)

20 julho 2009

Novidades.

Boa noite, amiguinhos imaginários!
Exercito aqui e agora minha esquizofrenia benigna e trago novidades.
Em tópicos, porque é mais fácil de escrever e hoje, afinal, é segunda-feira.
Sorria.
Podia ser pior.

Atelier da Comunicação Verbal
Você é tímido, introvertido, gagueja quando precisa falar para duas pessoas ou mais, sofre de brancos súbitos ou é empacado mesmo?
Seus problemas acabaram!
Meu amigo Luiz Menegon, radialista e autor do blog-nostálgico e foda Venenos do Rock, me mandou um e-mail falando sobre um novo projeto que ele e sua excelentíssima esposa estão encabeçando.
Falo do Atelier da Comunicação Verbal, que oferece cursos voltados para os travadões e travadonas deste Brasil aprimorar suas técnicas de respiração, controle da ansiedade, impostação vocal, intensidade e qualidade de voz, comunicação verbal e não-verbal, expressão corporal, postura, gesticulação, elaboração de palestras, etecetara, etecetara, etecetara.
Ou seja: os caras vão te ajudar a se comunicar melhor e mais adequadamente com o mundo lá fora.
O que é ótimo, além do que, pode ajudá-lo a ganhar um aumento, uma promoção, uns trocos a mais no final do mês ou simplesmente te ensinar a convencer aquelas pessoas que você acreditava que jamais convenceria.
Então se você é um bicho do mato e mora em Porto Alegre ou arredores, já sabe: ligue (51) 9281.2659 ou (51) 9987.7711, ou ainda vá até a Av. Cristóvão Colombo, 2240, segundo andar (na dúvida consulte o mapa) e tire suas dúvidas todas.
Tem também a opção de acessar o site oficial do Atelier.
Massa, né?
Ah!
E não, isto não é um post pago, que fique bem claro.
Posts pagos são desprezíveis, na minha humilde opinião.

E-Blogue.com
E o nosso zine virtual, semanal e inacreditavelmente cara de pau continua de vento em popa.
Já estamos na edição 26, e já conseguimos reunir artistas de alto gabarito, das mais diferentes áreas.
Eu fico morta de feliz, é claro.
Desde sua criação, em 5 de janeiro de 2009, já tivemos mais de 27 mil visitas, vindas de – pasmem – 44 países diferentes.
Entre eles Jamaica, Nicarágua, Arábia Saudita e Angola.
As cidades que mais lêem o E-Blogue.com são, nesta ordem: São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Caxias do Sul e Fortaleza.
E tudo isso com somente 7 meses de vida.
Maravilha, heim?
Também já estamos no Twitter, e continuamos firmes e fortes com nosso perfil no Orkut e nossa comunidade.
Participe de tudo, e siga-nos mesmo, na cara dura.
Não esqueça também de assinar nosso Zine-Mail que reúne, a cada mês, os trabalhos mais comentados de nossas edições virtuais + um texto de nossos e-ditores.
E eu?
Estou faceira, né?
Ah!
Isto também não é um post pago.
Por quê?
Porque o E-Blogue.com é meu, rararara (risada maquiavélica).

Livre para ser Preso
É claro que vocês conhecem o blogueiro matador e psicopata, porém absolutamente do bem, Afobório, né?
Se não conhecem, corram e acessem o blogue dele (só cuidado para não respingar sangue na sua blusa branca).
Pois então.
Seu primeiro livro, Livre para ser Preso, foi aprovado pelo conselho editorial da Multifoco e está com o lançamento previsto para o final deste ano.
O livro conta a história de Alencar, um fazendeiro que foi traído pela mulher, e Jorge, um fugitivo da justiça, em uma caçada delirante no meio de uma selva cheia de...
Ah, peraí!
Se quiserem saber precisam esperar para ler o livro.
O bom é que eu terei o privilégio de prefaciar tal enredo, e hoje me dedicarei totalmente para isso.
Quando o livro sair, eu aviso vocês por aqui e quem não comprar, vocês já sabem, né?
É porque morreu.
Rarararara (risada sinistra).

Uma Carta por Benjamin
A segunda edição do meu querido Benjamin estará, muito em breve, na praça.
E não somente na praça, mas em livrarias espalhadas por todo o Brasil.
Ainda não sei exatamente em quais, mas isso eu também aviso vocês, assim que souber.
E gostaria de dizer que, nestes pouco mais de 3 meses que separam o hoje do dia em que o livro foi lançado, em meados de abril, eu só tive alegrias.
Vendi 100 exemplares em pouco mais de 90 dias, e entrei para a segunda edição insuportavelmente pretensiosa e metida a besta.
E tudo por causa de quem?
De vocês, meus grandes queridos, que compraram, divulgaram, sugeriram, recomendaram, emprestaram e me ajudaram a espalhar Benjamin Brasil adentro.
O livro já está presente em TODOS os estados brasileiros, e ainda em Londres, Nova York e Dinamarca.
Simplesmente genial e perfeito.
E como se não bastasse, a segunda edição traz um prefácio, escrito pelo meu amigo e ídolo Sylvio Passos, músico, escritor e presidente do fã club oficial do Raul Seixas, o fenomenal Raul Rock Club.
Para quem não sabe, Sylvio foi amigo íntimo de nosso querido Raul, e foi o escolhido para ser o guardião do baú que traz todas as relíquias e anotações e lembranças de nosso maluco beleza favorito.
Conheci Sylvio através da internet (já disse que eu amo isso aqui?) e, despretensiosamente, perguntei se ele não gostaria de prefaciar meu Benjamin.
Ele topou, apesar da correria em que anda metido (ele está envolvido na produção do documentário sobre Raul, O Início, o Fim e o Meio, além de um milhão de outras coisas) e ontem me enviou o texto, que eu divido com vocês logo abaixo:

'Conheci Jana nos caminhos do tão imprevisível mundo virtual. Nunca nos olhamos olhos-nos-olhos, nem sentamos para tomar umas doses e papear numa mesa de boteco. Nossa amizade se deu por conta de um ídolo em comum: Raul Seixas.

Nas oportunidades em que nos falamos, Jana me pediu pra escrever o texto de apresentação de seu primeiro livro, e prontamente aceitei. Sem me dar conta de que o tempo que eu teria para ler o livro e escrever tal texto era curto demais, afinal, estava - e estou - envolvido em inúmeros projetos e eventos por conta dos 20 anos do falecimento de Raul Seixas.
Em meio a gravações, produções, eventos, viagens e palestras, li Uma Carta Por Benjamin.
Tal leitura me proporcionou algo inédito, pois nunca fui adepto de obras ficcionais, salvo raríssimas exceções. Sou daqueles literatos chatos que se dedicam apenas a leitura de livros que abordam estudos sobre temas favoritos, no meu caso, o pensamento e o comportamento humano.
E foram essas referências que encontrei em Uma Carta Por Benjamin, analisando cada personagem.

Jana agrada e se destaca pela linguagem e pelo enredo, cheios de circunstâncias comuns a todos nós. Daí que concluo esta apresentação afirmando, sem medo de errar: existe um pouco de Benjamin dentro de cada um de nós'.

Sylvio Passos
Músico, escritor e presidente do Raul Rock Club.
Julho de 2009

Legal, né?
Infelizmente, não sei se conseguiremos incluir o prefácio já nesta segunda edição, devido a um negócio xarope chamado prazo.
Mas se não der, da terceira não passa.
Uhú.

Café Espacial
Digam-me, meus caros: o que vocês podem fazer com 5 reais?
Nada, não é?
Uma cerveja custa mais de 5 reais.
Uma carteira de cigarros custa mais de 5 reais.
A entrada daquele inferninho custa mais de 5 reais.
Com 5 reais o cidadão não consegue nem comprar uma passagem de ônibus para a cidade vizinha, nem um xis salada numa bodega quinta categoria.
Mas sabe quanto custa a revista independente mais foda e foda e mil vezes foda do Brasil?
Exatamente 5 reais.
Estou falando da Café Espacial, publicação que reúne quadrinhos, literatura, música e tudo o mais que existe de bom nesta vida.
Em sua quarta edição, já reuniu nomes peso-pesados da arte no Brasil, como Fábio Lyra, Samanta Floor, Shiko, Mario Cau e muitos outros.
E como se não bastasse, ainda foi indicada ao Troféu HQ Mix deste ano como melhor publicação independente de grupo, concorrendo com nomes igualmente fodas como Garagem Hermética, Quadrinhópole e Zine Royale.
E eu estou lá, é claro, participando da equipe Espacial e enchendo a cara de café.
Na última edição já saiu um conto meu, Maldita Sandra, e nas próximas continuarei por lá, batendo meu cartão-ponto e me achando o gás da coca-cola.
Porque você não compra seu exemplar?
5 pilinhas e frete grátis.
Pô, não vai perder né?
Recomendadíssimo, da minha parte.
Além disso, eu e o Sergio, editor da Café, estamos elaborando uns projetos pra lá de espaciais que, tenho certeza: vocês vão gostar.
É só esperar um pouquinho e eu já venho aqui contar tu-di-nho.

Assassinos S/A
Já garantiu seu exemplar da melhor coletânea de contos policiais brasileiros do sistema solar?
Não???
Então vamos lá, companheiros!
O livro está do caráleo, e garanto que irá surpreender a quem se arriscar a cruzar a faixa amarela e investigar os crimes propostos pelos meus 20 assassinos.
E lembrem-se: inscrições abertas para a seletiva que irá compor o Volume II desta coletânea sanguinolenta e imperdível.
É até o dia 30 de setembro, lembrando que, neste segundo volume, todos os contos serão ilustrados.
Super bacana, como já diriam os tropicalistas.
Acesse o blogue oficial da antologia e participe.
Iés.

3:AM Magazine
Pessoas interessadas em enviar textos para a versão brasileira do site inglês 3:AM Magazine, do qual sou, humildemente, editora, acalmem-se.
Estamos com uma fila gigantesca para publicação, e eu simplesmente perdi o contato com Zan, editora lá na Inglaterra e única a ter acesso ao painel de controle do site.
Isso significa que, mesmo que vocês me enviem textos, e eu goste, não poderei publicar, pois não estou conseguindo encontrar a Zan e não tenho como publicar os textos daqui.
Em breve, trago notícias.
Ou assim, pelo menos, espero.

Bem.
Este foi um post publicitário, eu sei.
É que a maldita marqueteira que vive em mim por vezes se manifesta, histérica e louca.
Desculpem.
Eu tento matá-la, ela não morre.
Eu saí dela.
Ela é que não sai de mim.
Afe!

Deus.

Tá vendo Ele, ali atrás?
Não?
Olha com atenção.
Ele está ali.
Ele é o sol atrás de uma nuvem.

15 julho 2009

E daí, pessoal?

Tudo em cima?
Tudo em cima é uma gíria muito velha, né?
Esses dias li um texto que falava justamente sobre jargões ( jargões, inclusive, vem do tempo do Êpa), expressões que saíram de uso há mil anos e tal e coisa.
Dos 22 termos listados eu devo usar, freqüentemente, uns 15.
Os outros 7 só ocasionalmente.
Enfim.
Estou aqui para dizer que o lançamento da coletânea de contos policiais Assassinos S/A foi uma belezura, e o livro está lindo de morrer, e – o melhor - eu já tenho exemplares para vender.
Ah, e tem até um blogue agora, esse aqui.
Não é uma maravilha?
Custa 25 pilas + 3 de frete e tá feito.
Sei que sou suspeita, mas recomendo.
Super-recomendo.

E desde já aproveito para convidar a todos a participarem da fantástica, exuberante, imbatível e genial coletânea de contos policiais Assassinos S/A Volume II.
Sim, meus amigos.
Se Kill Bill pode, nós também podemos, iés!
Estou recebendo material até o dia 30 de setembro, e o lançamento está previsto para janeiro de 2010.
E o melhor é que, desta vez, os contos serão ilustrados.
Todos.
Não é muito ótimo?
Também acho.
Por isso, acessa o blogue, confira o regulamento e mande mesmo, minha gente.
O esquema da Multifoco vocês já sabem, né?
Então!
É como já dizia minha sábia vovozinha: o cavalo encilhado não passa duas vezes na nossa frente.
O e-mail é este: assassinos.anthology@editoramultifoco.com.br
Ficarei esperando.

E encerro este singelo post com uma foto com meu fiel escudeiro banguela, ancião e vira-lata Zé Roela.
Definitivamente, um bom companheiro.

Até daqui a pouco, bicho!

12 julho 2009

Maldita Consciência?

Durante um tempo, eu mantive um blogue que ninguém lia chamado Maldita Consciência!
Com ponto de exclamação e tudo.
Maldita Consciência! era um grito desesperado, quase um xingamento.
Eu deveria ter uns 19 anos, e era um tempo em que estava começando a me aborrecer com todas as coisas.
Claro que, como toda boa adolescente irritante de 19 anos, eu imaginava que sabia de tudo, e que saber de tudo era uma merda.
Minhas preocupações destoavam absurdamente da preocupação da maioria das pessoas que eu conhecia, e então eu pensava: se estivesse preocupada com a cor do sapato que vou usar hoje de noite, não estaria preocupada com o fato de não saber quem somos, de onde viemos e para onde vamos.
Rarara é engraçado, agora.
O fato é que eu queria ser uma estúpida.
Completamente.
Mas não conseguia.
Bem, vocês me conhecem, sabem o quanto sou pretensiosa, metida a besta e me acho pra carajo, e por isso não tenho medo nenhum de parecer petulante quando digo: eu penso, meus amigos.
Minha cabeça não serve apenas para separar minhas orelhas e usar chapéu, ela serve também para matutar, e criar teorias, e tentar, mesmo que na maioria das vezes sem sucesso, rebater aquilo que eu mesma concluí, por ter certeza que a única verdade absoluta é que não existem verdades absolutas.
Eu penso, e por isso existe uma ruga que não sai da minha testa.
Já ficamos até amigas, eu e a ruga.
Também já não considero minha pobre consciência tão amaldiçoada assim.
É.
Estamos entrando em um acordo de paz.

Primeiro porque, minha consciência - e a sua também, acredite - está em construção.
Quando aceitei isso, parei de cobrar da minha a perfeição.
Não preciso sofrer enlouquecidamente, por que eu posso estar redondamente enganada, e quem está mais perto da veracidade é aquele outro, que eu considero um imbecil.
Tudo pode ser porque nunca se sabe.
E também porque tudo se resume a valores.
Por exemplo: a cidadã que sofre porque roubaram sua bolsa da Gucci pode sofrer tanto quanto, ou até mais, que a outra, que sofre pelo roubo do filho.
E não me olhem com essas expressões chocadas porque é a mais pura das verdades!
Tudo depende da importância que depositamos nas coisas que nos rodeiam e, repito: a dita que está atormentada pela dúvida sobre qual sapato usar hoje de noite pode estar muito mais angustiada do que eu, que só queria saber quem somos, para onde vamos e de onde viemos.

A consciência também deixa de ser do mal e se torna do bem no momento em que abre a porta e te deixa livre para ir, se quiser.
Sim, a bendita liberta.
Atualmente eu já não teimo mais com as outras pessoas.
O fato dos outros não serem uma reprodução autêntica de mim e de minhas opiniões não me dá o direito de puni-los - agora eu sei.
E aceitar as outras pessoas – com suas burrices e limitações - é arrancar de suas costas duas toneladas de fardo.
Porém, não deixo (não posso deixar) de me entristecer profundamente com eles – os outros. Principalmente àqueles que estão próximos de mim, e que eu amo.

Claro, só quem pode nos fazer sofrer de verdade são aquelas pessoas a quem confiamos o nosso amor.
Se eu não te conheço e você faz merdas e se fode por isso, honestamente, para mim tanto faz.
Mas se eu te conheço e, mais do que isso, te respeito e te quero bem, o teu sofrimento, sem nenhuma dúvida, será o meu sofrimento também.
E isso sim, é uma bosta.
Você olha e vê a pessoa errar.
Você sabe que ela erra, você não tem nenhuma dúvida de que ela erra.
Só que você também não pode fazer nada.
Não pode avisá-la, porque ela não ouve.
Não pode alertá-la, porque ela não acredita.
Não pode ajudá-la, porque não se pode ajudar alguém que não quer ajuda.
A única coisa que se pode fazer é sentar em um banquinho, e ficar vendo o vivente errar, os mesmos erros, a vida inteira.
E sofrer por isso.
Ele sofre e você sofre o sofrimento dele, junto com ele.
Mas continua impotente, apenas assistindo e balançando a cabeça:
- Tsc, tsc.
É, amiguinhos, a consciência (bendita ou maldita, tanto faz) vai mostrar, se é que ainda não mostrou, que aquela história de livre arbítrio não é balela.
É fato.
Cada um escolhe, fim.
E se o outro escolheu, por livre e espontânea vontade, que vai aprender pela dor, na marra, no sofrimento, você não pode fazer nada além de aceitar e esperar para ver onde isso tudo vai dar.
Porque você não é capaz de mudar um homem.
Mas a vida, seja por bem ou por mal, é.

09 julho 2009

A corrupção nossa de cada dia.

Dizem que, quando uma palavra é repetida algumas dezenas de vezes, perde o sentido e se torna apenas um som.
E nunca, na história deste país, se falou tanto numa tal de Corrupção.
Não que Corrupção (com cê maiúsculo, veja só) seja um fenômeno recente, porque não é mesmo.
No entanto, só recentemente ela tem vindo ao baile sem máscaras.
E quando menos esperamos lá está ela, na igreja e na escola, na política e na polícia, na empresa e dentro de nossas casas.
Todo homem tem um preço?
Ao que tudo indica, parece que sim.

Termine de ler clicando aqui.
Até porque, fui a última colaboradora do Haja Saco!

:(

Havia vida enquanto havia saco.
Mas, como ninguém é de ferro, o saco acabou.

07 julho 2009

Sabotagem.

Não sei vocês, mas eu cansei.
Estou, neste exato momento, declarando oficialmente minha sabotagem aos meios de comunicação marrom que exploram a tragédia humana em busca de ibope.
Isto é: todos.
Estou de saco cheio desta história de invadirem minha casa, todo santo dia, para vomitar desgraceira e terrorismo em cima da minha cabecinha loira!
Coisa mais chata, cafona, repetitiva: CHEGA!!!
Entendo que a vida anda dura, e as pessoas andam loucas, e os psicopatas estão por todos os lugares, e os aviões caem, e os carros capotam e as criancinhas são covardemente assassinadas.
Tudo isso acontece, e acontece o tempo inteiro, e é importante que seja noticiado, pois a imprensa existe justamente para isso: avisar sobre o que anda acontecendo por aí.
Mas vamos combinar que os caras pegam pesado.
Não se contentam apenas em noticiar o acidente de avião.
É preciso mostrar a dor das famílias, entrevistar o marido que perdeu a esposa e o filho recém nascido, e se conseguir uma imagem de um corpo despedaçado então, maravilha! Vamos passar no Jornal do Almoço!
Os jornalistas chegam a sentir prazer quando uma tragédia acontece, e não adianta negar: dá para ver seus olhinhos brilhando.
E, na falta de uma notícia ruim, aumenta-se (mas não inventa-se, ó não!) alguma outra.
Por exemplo?
Esta nova gripe, a tal H1N1.
Alguém aqui ainda agüenta tanto estardalhaço por causa de uma... gripe?
TODOS os médicos e especialistas já falaram mil vezes que não há motivo nenhum para alarde, que se trata, apenas, de uma gripe comum e que, aqueles que morreram vitimados pela influenza do porco, iriam morrer de qualquer jeito porque já estavam mais para lá do que para cá.
Mas não.
Mesmo assim os meios de comunicação não sossegam, não dão trégua, não param um minuto de noticiar novos casos e mostrar professoras usando máscaras enquanto dão aula de álgebra.
E o aquecimento global?
T.é.d.i.o.
As geleiras derreterão, uma onda gigante afogará todos nós e não terá arca de Noé capaz de dar continuidade a vida sobre a terra.
Preparem-se: não temos mais saída, estamos perdidos, é o fim!
Vejam bem, eu concordo em maneirar na poluição e parar de desmatar tudo que encontramos pela frente, mas o aquecimento global é natural, e aconteceria de qualquer jeito.
Nós facilitamos?
É claro que sim!
No entanto nada do que está acontecendo é inesperado e não há motivo para histeria.
Mas lá vão eles, inventar outras fábulas para nos enfiar goela abaixo.
Bom senso, prudência, noção?
- Desculpe, mas não aprendemos isso na faculdade.

Tenho até uma teoria.
É por causa dos meios de comunicação e sua sangria desatada atrás de notícias catastróficas que estão popularizando a tal Síndrome do Pânico.
Se bobear, existe até um acordo sórdido com a indústria farmacêutica mundial – sim, sou adepta da conspiração.
Avaliem: você liga a TV e abre o jornal e lê sobre tantas desgraças que acaba pensando que, uma hora dessas, vai ser a nossa vez.
É tanta morte, e violência, e tragédias naturais, e microorganismos assassinos que, mais cedo ou mais tarde, uma delas vai bater na minha porta, desgraçar minha família, destruir meus sonhos e eu entrarei para as estatísticas e darei mais munição para esta corja marrom-cocô de profissionais da comunicação.
Matarão meu cachorro, estuprarão minha filha, invadirão minha casa, capotarei meu carro, o consumo de ovo me trará um câncer, seremos todos contaminados por um vírus mortal que fará o ebola parecer um resfriado.
Isso se antes algum coreano maluco não explodir todo o sistema solar com uma de suas bombas atômicas.

Resultado: o sujeito entra em paranóia.

E eu me pergunto: por quê?
Certamente Freud teria uma explicação plausível, e a suposição de que o ser humano possui um interesse sádico e inexplicável por tragédia pode servir, superficialmente, como resposta a minha pergunta.
Alguns me dirão que os meios de comunicação precisam noticiar o que as pessoas têm interesse em saber, mas eu retruco: as pessoas têm interesse em saber?
Quero dizer, alguém já tentou dar uma amenizada nesta desgraceira toda e, quem sabe, noticiar alguns acontecimentos agradáveis ou, pelo menos, amenos?
Sim porque, por mais que não pareça, eles existem, possivelmente na mesma proporção.
E eu aposto minhas fichas que o pessoal iria gostar.
Não precisamos e não devemos, de jeito nenhum, alienar a população apenas com notícias fofas, mas podemos dar um tempo para a malandragem e equilibrar o que é ruim com o que é bom.
Queremos saber sobre o acidente, mas também queremos saber sobre aquele projeto que busca reduzir os danos causados pelo trânsito.
Queremos saber sobre o cachorrinho maltratado, mas também sobre aquela senhora, que cuida de animais abandonados.
Queremos ver como andam nossos presídios, mas queremos ver também os presídios que deram certo, e que estão realizando um trabalho bacana de reabilitação e reintegração social.
Queremos noticias sobre o avião que caiu e matou todo mundo, mas também sobre aquele outro, que teria caído não fosse a presteza e a agilidade de seu piloto.
Compreendem?
Para cada tragédia, existe também um milagre, e é sobre este milagre que eu me refiro.

Vocês acham que eu estou delirando?
Pode ser, pode ser mesmo.
E é justamente porque tudo pode ser que, a partir de hoje, nego-me terminantemente a continuar lendo e ouvindo sobre as mazelas do mundo ao quadrado.
Contem-me apenas o necessário; os detalhes sórdidos eu dispenso.
E, se me permitem um palpite, façam o mesmo: desliguem a TV e vão levar seus cachorros para passear.
Pulem as páginas policiais e vão ler as tirinhas do jornal.
Sabotem sem dó nem piedade.
Garanto que, em pouco tempo, você abandona a tarja preta e livra-se desta síndrome que te deixa em pânico o tempo inteiro.

06 julho 2009

Lançamento da antologia Assassinos S/A!


Como talvez alguns de vocês já saibam, sou gaúcha e estou, geograficamente falando, muitos quilômetros distante do Rio de Janeiro, cidade onde aconteceu o lançamento da antologia de contos policiais brasileiros Assassinos S/A, organizada por esta que vos escreve e pelo querido e grande escritor Frodo Oliveira.
Esta distância, aliada ao meu completo colapso financeiro, impediu que eu participasse deste momento tão incrivelmente bacana.
Quer dizer, impediu mais ou menos.
Porque, da mesma maneira que uma pessoa pode estar de corpo presente mas com a cabeça longe, eu estava de corpo ausente e com a cabeça lá, no Espaço Multifoco, ao lado dos meus adoráveis e sanguinolentos assassinos.
Foi um sucesso, meus caros.
E nenhum sucesso se faz sozinho.
Eu e Frodo nos dedicamos completamente para a antologia, selecionando os melhores textos (tarefa nada fácil, dada a qualidade do material recebido), revisando, pensando a capa, a apresentação, o lançamento, a distribuição.
Mas são os 20 autores que compõe a antologia que fizeram o trabalho pesado de criar, inventar, instigar, pensar, repensar e colocar no papel tudo aquilo que ia por suas cabecinhas assustadoramente criativas.
Eu e Frodo apenas tivemos de encontrá-los.
E agora, enquanto eu vejo as fotos do lançamento (que você pode conferir aqui), e vejo seus rostos com aquela expressão gostosa de missão satisfatoriamente cumprida, olho para o espelho e me vejo com a mesma confissão de contentamento estampada na cara.
Por ter conseguido, por tê-los encontrado, por ter conhecido um cara e uma editora realmente bacana como é Frodo e a Multifoco.
Já escrevi aqui, mas não canso de repetir: é absolutamente fantástico e excitante descobrir, em meio a tanta tristeza, e tanta individualidade, e tanto interesse obscuro, pessoas capazes de resgatar o que o ser humano tem de mais admirável: sua capacidade de doar-se, e de fazer pelos outros mais do que faz por si próprio.
Estes sim são grandes caras.
Pois constroem pontes e não muros, e criam mapas cheios de atalhos ao invés de despistar-se sorrateiramente.
São os que sabem que, quanto mais se dá, mais se tem, e não possuem nenhum plano, nenhuma premeditação.
Eu tenho a sorte de conhecer e poder trabalhar com pessoas assim.
E também de encontrar, pelo caminho, parceiros como o Hélio, a Daniele, o Tiago, o Kinho, a Jana, o Ronaldo, a Denise, o Afobório, o Fabrício, o Raphael, o Luiz, a Adriana, o Valdeci, o J. Miguel, o Leandro, o Josué, o Andre, o Dante, o Oscar, o Sergio, o Frodo e, claro, todo mundo que faz a Multifoco ser aquilo que é.
Alguns de vocês podem pensar que sou apenas mais uma romântica em um mundo imundo, acreditando em coisas bobas que “não pagam as contas” nem "enchem a barriga".
E pode ser que seja mesmo.
Mas tem coisas nessa vida que a gente só entende quando vive na pele.


Valeu pessoal!
Apenas começamos.

;)

03 julho 2009

Eu sei

que ultimamente só tenho colocado linques por aqui, e a maioria deles para entrevistas.
Prometo que este é o último, pelo menos por hora.
E por mais que eu seja grata a todos os queridos e queridas que, de alguma maneira, me ajudam a divulgar o Benjamin e também este blogue, preciso dizer que esta entrevista é especial.
Eu e o Beto Canales, escritor e amigo do coração, trocamos e-mails (mais precisamente 33) por um belo tempo, e o resultado você confere aqui, na última edição do E-Blogue.com – que, aliás, traz resenhas, fotos e matérias sobre Ben e seus lançamentos Brasil afora, rarara.
Eu me divirto.
E, é claro, adorei tudo.
Espero que vocês gostem também.

A propósito...
Frio, né?