30 junho 2009

Arlequinal.

Boa tarde, amiguinhos!
Passando só para avisá-los que a entrevista que dei para Egnaldo, do site Arlequinal, já está no ar e ficou muito, muito bacana!
Cliquem aqui e comentem, baguncem, futriquem em todo o site - que, particularmente, eu acho muito bom.
Amanhã volto com mais novidades.
Beijo na bunda.

29 junho 2009

Ela e Ele.

A maldita era branca e o seu apelido era Branco.
Branco por causa dela, a branca.
Cocaína era uma merda.
Mas ele gostava dela, e gostava tanto, que ganhou o apelido: Branco.
E agora, tanto tempo depois, outra vez ela.
A maldita.
Ali.

Leia o resto clicando aqui.

Assassinos S/A

Reunir 20 contos policiais brasileiros em 60 dias.
Esta foi a proposta que Frodo Oliveira, escritor e editor da Editora Multifoco, fez para mim em meados de janeiro de 2009.
- Topa?
- Claro. Tamos aí.
Foi o que eu respondi.
É o que costumo responder, na emoção do momento, quando me perguntam se estou dentro de algum projeto muito bacana.
Porém logo depois, quando parei para pensar melhor, gelei: será que vai dar certo?
Será que eu arrumo 20 escritores talentosos e interessantes o suficiente para compor um livro realmente bacana?
Um pouco insegura, saí na caça deles.
Procurei aqui e ali, revirei a internet de cabeça para baixo e, cá está o resultado: Hélio Jorge Cordeiro, Daniele Barizon, Tiago Barbosa, Kinho Vaz, Jana Lisboa, Ronaldo Luiz Souza, Denise Ravizzoni, Afobório, Fabrício Romano, Raphael Montes, Luiz Calcagno Fettermann, Adriana Santos Silva, Valdeci Garcia, J. Miguel, Leandro Fonseca, Josué de Oliveira Mello, André Esteves, Dante Coslei, Oscar Bessi Filho e Sergio Chaves, reunidos na coletânea de contos policiais brasileiros Assassinos S/A.
Sim, meus amigos: deu certo.
Deu muito certo, aliás.
Com o lançamento marcado para o dia 4 de julho, na sede da Editora Multifoco (Avenida Mem de Sá, 126 – Lapa, Rio de Janeiro) o livro tem, além de qualidade literária, outros ingredientes tão importantes quanto, como individualidade, contemporaneidade e, abundantemente, engenhosidade.
Não leia imaginando repaginar tudo que, num passado não tão distante, foi escrito em matéria de contos policiais.
Os 20 autores deste livro não vivem mais o romantismo dos trens e dos detetives particulares vestindo capa e de lupa nas mãos.
Os tempos são outros, os crimes são outros, os assassinos são outros e os investigadores são outros.
Falo aqui de uma bela coletânea de histórias que, sem dúvidas, retrata com aterradora clareza o universo da literatura policial dos tempos de hoje.
Prepare-se para uma leitura ferina e envolvente.
Mas antes se certifique de que aquele barulho que você escutou na cozinha é realmente impressão sua.
Porque quando os Assassinos estão por todos os lugares, nunca se sabe.

(clique para ampliar)

.Com Prosa

Dei uma entrevista trimmassa para o blogue .Com Prosa, do querido Marcos Vinícius, amigo e futuro colega de Multifoco.
Cliquem aqui e confiram.

Beijo.

26 junho 2009

Macaco.

Quarta-feira de noite teve jogo de futebol com time do Rio Grande do Sul.
Era o Grêmio, disputando a primeira partida da semifinal da Libertadores contra o Cruzeiro.
Perdeu, por 3 x 1.
Fato corriqueiro e que, de jeito nenhum, mereceria um post neste blog, não fossem dois personagens que inverteram toda a história e importância deste jogo.
Ninguém falou na derrota de um nem na vitória de outro, tudo porque Maxi López, jogador gremista e argentino, chamou Elicarlos, cruzeirense e negro, de macaco, durante o segundo tempo da partida.
Assim que deixou o campo, Elicarlos encontrou o microfone de um repórter e desabafou: estou indo agora para a delegacia fazer uma denúncia contra o hermano racista.
E foi mesmo.
Louvado seja Elicarlos.
Porque é muito importante que, sempre, sempre, SEMPRE que formos alvos de preconceito ou presenciarmos alguém sendo, colocar a boca no trombone e mandar ver.
Não dá para engolir e muito menos acreditar que, em pleno ano de Obama no poder e Copa das Confederações na África do Sul (com seus discursos e cartazes anti-segregação racial) absurdos deste tipo aconteçam por aí, impunemente.
O racismo é estúpido, é nojento, é repugnante, além de ser feio, muito feio!
A pessoa que ainda não entendeu que a cor da pele é apenas e nada mais que a cor da pele, deveria ser proibida de sair na rua.
Deveria até ser proibida de existir.
Mas não.
Elas podem existir, podem sair nas ruas e podem até se tornar ídolos do futebol, como é o caso do nosso querido amigo Maxi. Que, como todo bom preconceituoso, tratou logo de se defender dizendo que “o que é dito dentro do campo deve ficar dentro do campo” e, para arrematar: nem sabia o que significava a expressão macaco.
Disse que não disse, e que tudo não passou de uma “má interpretação” de Elicarlos, o ofendido.
Me engana que eu gosto, el manézão.

E sabem vocês por que duvideodó que Maxi não sabia o que significava a expressão macaco?
Porque os gremistas têm a tradição milenar de chamar os colorados (do Internacional, time rival aqui no sul) de macaco.
Sim, é fato.
Eu mesma, que sou quase transparente de tão branca, já precisei ouvir tal desaforo, e só não fui para a delegacia também porque o delegado certamente iria rir da minha cara branca.
O Grêmio – e isso não sou eu quem está dizendo, é a história – quando surgiu, em meados de 1903, era um time de elite onde negro não entrava.
É verdade, verifiquem os anais se estão duvidando.
Não podia, era proibido.
E foi só por causa disso que surgiu o Internacional: para que os negros, mulatos e pobres em geral que pipocavam Brasil afora pudessem ter um time para chamar de seu.
Desde aí vem o termo: macaco, macacada, macaquinho.
O Beira-Rio até ganhou o carinhoso apelido de macacódromo.
“Nós, os brancos. Vocês, os pretos”.
Mas, é claro, nos dias de hoje o discurso oficial do Grêmio é outro: somos contra a segregação, somos contra o racismo, somos contra o preconceito, veja bem, temos até jogadores negros em nosso time.
E realmente, têm.
O que não torna, de maneira nenhuma, aceitável o fato de que um dos jogadores, um ídolo do time, um alemão aguado com cara de quem comeu e não gostou, saia por aí chamando seus colegas de campo de macacos.

Por isso, estou com Elicarlos e não abro.
Acho que não somente ele, mas todo mundo que anda sobre este chão, tem o direito e, acima de tudo, o dever de frear estes impulsos racistas que, vez em quando, saltam boca afora de branquelos mal educados e sem noção.
É preciso denunciar, vaiar, fazer um gritedo.
Enquanto nós, os bons, ficarmos calados diante de injustiças deste porte, eles, os ruins, continuarão a se vangloriar de sua pele alva e seus olhos estupidamente azuis, achando-se, realmente e comicamente, superiores.

Em tempo: antes que me atirem aos leões, gremistas de todo meu querido Rio Grande do Sul, saibam que eu sei que nem só de Maxis López se faz o time do Grêmio.
Entendo isso, e entendo muito bem.
Mas juro que gostaria de entender também porque Maxi foi o jogador mais aplaudido quando desceu no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, ontem de tarde.
Digam-me, meus caros: o que vocês aplaudiam?

25 junho 2009

Lá em Não-Me-Toque.

Sexta-feira , dia 26 de junho, entre 19hs e 21hs, estarei na Casa da Cultura Dr. Otto Stahl lançando meu livro, Uma Carta por Benjamin, em Não-Me-Toque.
E antes que me perguntem, sim!
Não-Me-Toque existe mesmo, e não só existe como é a cidade sede da segunda maior feira de agronegócios do Brasil, a Expodireto.
E é lá que estão boa parte dos meus bons e velhos amigos, pois foi justamente lá que eu morei, dos 3 aos 18 anos.
Lá também tem uma esquina onde não chove.
Uma mendiga chamada Cotê.
Uma baita biblioteca.
Uma freira que engravidou de um padre. De gêmeos.
E no passado ainda havia a área, lugar para onde a gente ia quando queria encher a cara e ser revistado por policiais.
Era divertido.
Enfim, lá estarei, sexta-feira.
Revendo os velhos, conhecendo os novos, tirando fotos e, claro, autografando Benjamin.
Então, se estiverem por perto, não deixem de aparecer.
E se quiserem saber por que Não-Me-Toque se chama Não-Me-Toque, cliquem aqui e saciem sua curiosidade.
Só para esclarecer: quem nasce em Não-Me-Toque é, sim, não-me-toquense.
Genial, hã?
Mas sem trocadilhos, por favor.

(clique em cima para ampliar)

21 junho 2009

As coisas que eu aprendi.

Algumas coisas eu já aprendi nessa vida.
Não muitas, obviamente, mas algumas, sim.
Nada que eu não possa desaprender a qualquer momento, para em seguida reaprender outra vez.
Vocês sabem como são as coisas.

Uma dessas coisas foi rir.
Rir da vida, das merdas e, principalmente, de mim.
E para rir disso tudo foi preciso, antes de qualquer coisa, pegar leve com a vida.
Uma pessoa que leva tudo a sério não consegue rir, nem que queira.
Porque tudo acaba em drama, em problema, em tragédia.
Nada tem graça porque tudo é horrível.
Bater o dedão ao levantar da cama, de manhã cedo, é motivo para passar o dia inteiro - quiçá a semana - com uma nuvem cinza em cima da cabeça e cara de limão.

Falo porque eu era assim.
E minha vida era uma ópera.
Até um dia, quando reparei que nada – NADA - acontecia só porque eu estava azeda.
Tudo continuava exatamente igual!
Os problemas não desapareciam, o dedão não parava de doer, ninguém deixava de fazer o que estava fazendo para ouvir minhas lamúrias!!!
Ou seja: além de não resolver, piorava o que já não estava bom.
Estupidez detectada.

Foi então que parei me afogar em pingo d’água.
Parei de levar tudo na ponta do lápis.
Parei de ser tão exigente com a vida, e com o mundo, e com você, e comigo.
O que não tem solução, não está solucionado?
Então deixe estar.

Não falo em alienar-se, é claro que não.
Se bem que a alienação também é uma alternativa, e eu conheço pessoas que se adaptaram muito bem a ela, mas não é legal, definitivamente.
Você pode e deve continuar tendo opinião, e se indignando com o que é merecedor de indignação, é claro que sim.
Nada de virar um bobo alegre.
É preciso somente inteligência e perspicácia na hora de observar a vida.
Sim porque a vida é a mesma, para todas as pessoas.
O mundo e os problemas do mundo são de todos nós.
O que falta para um, sobra para outro, mas no final das contas, estamos no mesmíssimo barco – quer queira, quer não queira.
E este é um problema sério, pois descobrir que não somos diferentes de ninguém, e que todos carregam um fardo muito semelhante ao nosso, desestrutura o azedo.
O azedo não gosta quando não é o centro das atenções.
Ora, que graça sofrer e se descabelar se ninguém dá bola?

Pegar leve e conseguir ver graça no que antes você via desgraça também não têm, absolutamente, nada a ver com aquela conversa fiada de copo meio cheio.
Não refiro-me ao otimista, mas ao realista, ao pé-no-chão.
A vida é mansa com quem é manso com a vida, e não sou eu quem está dizendo.
É uma lei, chamada Ação e Reação.
O universo não conspira, nunca conspirou, nem nunca conspirará, nem contra nem a favor de ninguém.
Ele apenas devolve o que mandam para ele.
Tipo um bate-e-volta, um toma-lá-dá-cá, saca?
Então é simples, além de óbvio: você pega leve, pegam leve com você.
Ciência pura, não há como negar.

Por isso, eu acredito: quanto mais você sorri, mais motivos vai encontrar para continuar sorrindo.
Exatamente do mesmo jeito que, quanto mais problemas procurar, mais sarna vai arranjar para se coçar.
E vocês podem até não acreditar, mas desde que aderi a causa, passei a bater muito menos o dedão do meu pé.

18 junho 2009

Tsc, tsc.

Muito feio da minha parte.
Dei uma entrevista para o blogue Vigílias da Noite, do Diogo Alves, e absolutamente não mencionei tal fato aqui.
Absurdo!
Venho, então, redimir-me, e cá está ela.

Ao Diogo, meu muitíssimo obrigada.
E para todos vocês, uma noite quentinha embaixo de seus edredons.

;)

15 junho 2009

Neonazistas: fui.

Acabaram de descobrir, aqui pelos lados do sul, uma facção neonazista auto-intitulada New Land, que tinha planos infalíveis de varrer da face da terra negros, homossexuais e qualquer um que fosse diferente deles e suas carecas lustrosas.
Daí o porquê do nome: New Land significa, em bom português, Terra Nova.
Esta geração século 21 de discípulos do Hitler - o do bigodinho - raspam a cabeça e seguem a risca os ensinamentos do amado mestre.
Pior que isso: acreditam, piamente, que iniciarão uma era onde só carecas seguidores do bigodudo reinarão soberanos e absolutos, felizes para sempre.
Já viu esse filme antes?
Muitas vezes?
Eu também.

E é claro que eu poderia escrever muitas coisas sobre esse assunto.
Poderia, por exemplo, dizer que o preconceito é o tumor da humanidade, e vai acabar nos levando diretamente - e sem escalas - para o fundo do poço.
Ou que o ser humano é genuinamente doentio e estúpido, capaz de acreditar em qualquer besteira, desde que esta besteira seja bem articulada.
Ou que já é hora de deixarmos Hitler em paz, se é que um sujeito como Hitler sabe o que isso significa.
Poderia dizer que essa história de querer que todos sejam iguais a nós mesmos é maçante – especialmente se formos carecas e potencialmente psicóticos.
Que a diferença é boa, é linda, é saudável, e deixa a vida mais divertida e menos monótona.
Quem sabe podia perguntar: se todos gostassem de amarelo, o que seria do verde, heim crianças?

Mas não, não vou dizer nada disso, até porque tudo já foi dito, centenas de vezes.
Já virou lugar-comum.
E mesmo assim tem mané raspando a cabeça e matando torcedor de time rival, negro, judeu, nordestino, prostituta, pai, filho e espírito santo, amém.
Ainda tem gente correndo atrás de destruir a diferença!
E estes chatonildos da New Land não só queriam destruí-la como tinham planos de dominar o Brasil.
Quiçá o mundo.
Ah, francamente, que coisa mais Pink e Cérebro.

Por isso, a única coisa que direi é: vão arrumar o que fazer, ô pessoal.
Vão trepar, tomar uma cerveja, cantar no karaokê, varrer a calçada, bordar Heil Hitler numa toalha de banho, acessar o Orkut.
Parem de encher o saco da humanidade com essas conversinhas xaropes sobre raça pura e dominação mundial e etecetara e tal.
Cansou, acabou, já deu, já era, fim.
Deixem quem torce pelo time rival ao seu em paz.
Esqueçam os negros, os judeus, os nordestinos, os gays, as prostitutas, os católicos, os evangélicos, os ateus e todo o resto, e vão arrumar alguma coisa para se distraírem.
Aposto que se tivessem mais o que fazer, não estariam aí, tão preocupados em dominar o mundo.

E digo ainda mais: para mim, todos os carequinhas da New Land e de todos os outros grupos neonazistas que pipocam pelo mundo, aqui e ali, são, a bem da verdade, um bando de enrustidos.
Sim!
Isso explica tudo.
Todo enrustido é um neonazista em potencial, seja lá contra quem ou o que o dito cujo seja.
Porque simplesmente ignoramos o que não gostamos, essa é a lei.
Eu, por exemplo, não gosto de Reality Shows, e acho A Fazenda o pior deles.
Por isso não assisto, não falo mal, nem participo de comunidades que odeiam o programa, porque para mim tanto faz.
Apenas não assisto, e a vida segue.
Agora, se eu passasse meus dias falando mal dos caras, e assistindo o programa só para esculachar, é provável que, lá no fundo, meu sonho fosse dividir uma rede e um violão com o Dado Dolabella.
Concordam?
Então.

Na minha opinião, esses skinheads de araque deveriam ser trancafiados numa cadeia suja e fedida, e passar o resto da eternidade carregando uma carga de britas de um lado para o outro do pátio do presídio, ininterruptamente, sempre ao som de lá vem o negão, cheio de paixão, ticatá ticatá ticatá.
E agora tchau, porque vocês, seus aeroportos de mosquito metidos a alemões (sim, alemões), sinceramente me dão preguiça.
Fui.

Te mete, malandro!

Cansei de ser uma mocinha frágil e indefesa neste mundo imundo.
Fisiculturismo: aí vou eu.

- Mãe, saca meu bíceps!

12 junho 2009

Twitter.

Sem motivos nem objetivos, criei uma conta no Twitter.
Me venceram pelo cansaço.
Aonde eu ia e para onde olhava lá estava ele, o dito do Twitter.
Arrebentando a boca do balão, o queridinho dos internautas.
Como também escutei Amy Wimehouse pela primeira vez vencida pela insistência de todos os meios de comunicação do sistema solar, e gostei, resolvi que valia arriscar, e lá estou eu.
Até agora, fiz 16 updates.
Sim, updates, em itálico e tudo.
Porque, como se não bastasse, o Sr. Twitter fala somente dois idiomas: inglês e japonês.
Bem, fiz 16 updates.
Importante dizer que nenhum pode ter mais de 140 caracteres, ou seja, é pá pum.
Por exemplo: oi, vou cagar.
Acontece que eu não sei o que escrever lá!
Não que eu não possa ser sucinta e objetiva - a maldita publicidade me ensinou a fazer isso até demais.
O problema é: sobre o que escrever?
Quer dizer, quem se importa?

Vou ali.
Voltei.
Bom dia.
Comi macarronada e estou cheio.


Tá, legal, posso ir?
É impressionante a vontade que as pessoas têm de falar sobre si mesmas. As pessoas em geral e os brasileiros em especial, que já dominaram o Orkut e logo logo estarão reinando também no Twitter.
A maioria diz: falo de mim porque sou a pessoa que mais conheço.
E eu já acho que não.
Acho que quem fala muito da sua própria vida e gira demais em torno de seu próprio umbigo a ponto de achar que alguém se interessa em saber se ele comeu macarronada ou foi ali, está mais é tentando se encontrar.
Desesperadamente.
Mas isso é conversa para outro post.
O que estou fazendo aqui é tentando entender o porquê do Twitter.
O que provavelmente não conseguirei, e esta será mais uma dúvida que levarei para o túmulo.
No entanto também acho que podemos reverter este quadro.
Podemos fazer mais e melhor pelo Twitter.
Ora, muitas coisas bacanas cabem dentro de 140 palavras – quantidade nunca significou qualidade, e isso vocês sabem bem.
Vamos transformar o Twitter num lugar melhor para se viver, meu povo!
Vamos pensar que, se Mário Quintava estivesse lá, escreveria: não importa que a tenham demolido; a gente continua morando na velha casa em que nasceu.
Yes, we can.

10 junho 2009

Blog Cabeças Cortadas.

Conforme já havia anunciado antes, estou no Blog Cabeças Cortadas com um conto muito inédito, chamado Vovó Imelda.
E estarei por lá, muitas e muitas vezes.
Até porque, adoro ver as cabeças rolando, ié, ié.
Cliquem aqui para ler.
E acendam a luz.

09 junho 2009

Pronunciamento.

Gosto dessa palavra: pronunciamento.
Por isso a usei como título.
Mas o que vim fazer, na verdade, foi dar umas explicações.
E jogar um pouco de conversa fora, é claro que sim.

Comecemos pelo Blogue Secreto.
Pois é.
Lembram dele?
Um blogue que eu estava criando e enfeitando, e já tinha até divulgado aqui?
Então.
Ele acabou.
Definhou e morreu, antes mesmo de nascer.
Sei que é muito feio anunciar e depois não entregar a mercadoria - e peço encarecidamente que não me denunciem ao Procon - mas as coisas, como sempre, escaparam do meu controle remoto e não há tempo hábil para manter outro blogue.
E se não é para ser um blogue porreta, para o qual poderei me dedicar com amor e carinho, não vou fazer.
Tô certa ou tô errada?
Em compensação (sorriam!) continuarei assídua aqui, e em outros projetos mega-legais que estou participando, como o E-Blogue.com, a Café Espacial, o 3:AM Magazine, o Jornal Vaia, o Beco do Crime e, em breve, o Blog Cabeças Cortadas.
Ou seja: vocês irão enjoar da minha cara.
Não é ótimo?

Mas continuando, quero agradecer MUITO a todo mundo que está comprando e ajudando a divulgar meu livro-primogênito, Uma Carta por Benjamin.
São muitas pessoas, bem mais do que eu poderia imaginar em meus sonhos mais cor de rosas.
E por causa delas, Benjamin não só está esparramado internet afora, como também está enfiado Brasil adentro.
Já está presente, nem que seja com um único exemplar, em mais da metade dos estados brasileiros.
Está em Londres também, e em breve estará indo para a Dinamarca!
Luxo.
O fato é que vocês são uns amores e eu bem que tentei arrumar uma lista aqui com os seus nomezinhos, mas, gente!
Sou péssima fazendo listas!
É por isso, inclusive, que estou proibida pela minha família de fazer a lista do supermercado.
De qualquer maneira, é sempre muito bacana (e um tremendo alento) receber o carinho das pessoas, especialmente se estas pessoas forem completos desconhecidos.
Afinal todo mundo parece tão aborrecido atualmente, e são sempre tão grosseiros e mal humorados e interesseiros que, quando recebemos carinho (e, importante: carinho genuíno, natural), até nos emocionamos.
Eu, pelo menos, me emociono.
O caso é que não consegui fazer a lista porque fiquei com medo de esquecer alguém, e achei melhor deixar isso pra lá.
Quem é, sabe que é, e é isso o que interessa.
Valeu pessoal.

No mais, tenho tido muitas idéias e pouca disposição para sentar e colocar no papel.
Quer dizer, no Word.
O que é péssimo, por que: ou perco a maioria das idéias boas e só lembro das bagaceiras; ou anoto frases em dezenas de papeizinhos - frases estas que, meia hora depois, não fazem sentido nenhum.
É bem angustiante, mas eu sobreviverei.
Fiquem tranqüilos.

E já que este é um post desorganizado e sem objetivos claros, aproveito para deixar registrada minha opinião sobre o aumento do preço dos cigarros e a guerra declarada contra nós, inocentes consumidores de nicotina:
Eu concordo.
Sim, é horrível, mas eu preciso concordar.
Não sei o que acontece, mas as pessoas (e isso, claro, incluiu eu) não fazem nada até que mecham em seus bolsos.
E a dura verdade é que o cigarro é uma porcaria, do mesmo jeito que a cerveja, o toicinho de porco e o leite condensado também são, quando consumidos freneticamente durante dez anos.
É injusto, eu sei, mas é o que é: uma porcaria.
Uma porcaria que, particularmente, eu adoro e quase não me imagino sem, mas ainda assim uma bela porcaria; de uma estupidez gritante.
E deve ser ainda pior para quem não fuma, ter que ficar ali, aspirando fumaça alheia e desenvolvendo enfisemas por tabela.
Agora, é claro: enquanto fumante, achei uma grande merda.
Já estou pra lá de falida, e depois que descobri que eu fumo um aluguel por mês, entrei em franco desespero.
Não que eu não imaginasse isso, mas ter certeza de algumas coisas aniquila com a gente.
Enquanto fumante eu também sei que fumar é um despautério: que é queimar dinheiro para, dali um tempo, estar fodido e cheio de tubos em um hospital. Sei que brocha, que causa infarto, derrame cerebral, aborto, câncer, necrose.
Uma desgraceira só.
É melhor que todo mundo pare mesmo de fumar.
Por bem ou, ao que tudo indica, por mal.

E termina aqui, senhoras e senhores, meu pronunciamento.
Até porque existe um negócio aqui no sul, chamado vento minuano, que entra por qualquer frestinha, por mais minúscula que seja, e alcança seu pescoço a uma velocidade impressionante.
E é isso o que acontece neste momento, com esta que vos pronuncia.
Obrigada Termobrás por fabricar lençóis térmicos.
Boa noite.

07 junho 2009

Google Analytics.

Depois de muito esforço, suor e dedicação, descobri como instalar o dito cujo do Google Analytics, que fornece relatórios diários sobre as visitas em seu blogue ou site.
Melhor que isso: fornece mil e um relatórios diários, cada qual cheio de detalhes e pormenores: como, quantos, porque, de onde, com quais intenções chegaram à sua página.
Também o que leram, quanto tempo levaram, o que gostaram, o que não gostaram, através de que sites encontraram, para que time torcem.
Sim, querido internauta, eu não sei quem você é, mas eu sei o que você faz.
Yá.

Fuçando no Analytics aqui e ali, empolgada tal e qual uma criança que virou de fase no videogame, descobri uma ferramenta interessantíssima, que especifica quais as palavras-chaves utilizaram os internautas que encontraram seu blogue através do Google, por exemplo.
E entre as palavras-chaves mais utilizadas por quem chegou até meu blogue, adivinhem só?
Puta-Virgem.
Hohoho.
Creiam.
Os danadinhos e danadinhas que andam por aí, escrevem puta virgem e acabam caindo justamente em meu blogue pretensioso, porém honesto, além de recomendado para todas as idades.
Imaginei a decepção dos caras ao encontrarem um texto falando sobre coerência e Jornada de Literatura ao invés de ninfetas vestidas de colegial.
Rarara.
É engraçado.

Fim.

03 junho 2009

Simplesmente.

Outro avião caiu.
As chances disso acontecer são mínimas, mas aconteceu.
E não era um aviãozinho fuleiro de fundo de quintal, não!
Era um Airbus A330, super-seguro, super-inteligente, super-máquina, super-francês, super-super.
E simplesmente se espatifou, caiu, desapareceu, sem maiores explicações.
Agora todo mundo quer saber o que, afinal de contas, derrubou o super-avião, mais astuto que muita gente que anda por aí com um diploma embaixo do braço.
Eu também gostaria de entender.

Viver é um perigo, e nós sabemos bem disso.
Podemos levar um tiro por causa de uma pulseira de miçangas, ou um shaolin desocupado pode explodir uma bomba de destruição em massa, ou as geleiras podem, subitamente, derreter, e transformar o mar em sertão e o sertão em mar.
Mas um Airbus A330 não pode simplesmente cair, não sem uma boa explicação.

É a morte.

Sim, meus amigos, ela mesma: a dita cuja que faz da vida uma raridade.
E a Morte não dá explicações.
Nem pensar!
Ela chega sem bater, pega o que veio pegar sem pedir licença, e vai embora sem dizer adeus.
É assim.
O avião caiu porque caiu.
Eu, que estava em um ônibus super-lotado e super-caindo aos pedaços, com um motorista super-estressado, em uma estrada super-esburacada, tinha muito mais chances de morrer do que os infelizes passageiros do vôo fatal.
Mas eu estou aqui.
O Titanic afundou e o velho pescador do Hemingway ficou vivo para contar a história.
Por quê?
Não sei.
Só sei que foi assim.
Ponto final.

Admito que, como todo mundo, eu também tenho uma pulga atrás da orelha com a Morte.
Uma pulga não, um pulgueiro.
Vez que outra tento entendê-la, e encará-la de frente, fazendo cara de menina-coragem, mesmo que isso me aterrorize até os últimos fios de cabelo.
Mas na maioria do tempo me distraio com a tevê e nem penso nessas besteiras.
Então um Airbus A330 simplesmente cai, e seu vizinho da frente simplesmente pula do décimo andar, e descobrimos que um cara de 26 anos simplesmente teve um infarto e morreu.
Simplesmente.
Por isso somos obrigados a aceitar que a danada está ali: olhos atentos, nos lembrando que, mais dia menos dia, nos fará uma visitinha.
A última, aliás.

Inutilmente e num desespero quase infantil, paramos de fumar e de comer bacon, e praticamos exercícios, e comemos saladas e frutas e cereais, e tomamos Activia, e procuramos dormir 8 horas por dia e pensar em cachoeiras quando nossa vontade é assassinar geral.
Mas, que nada!
De uma hora para outra: toc, toc, toc.
É ela.
E danou-se.

Como acredito que as coisas não acabam em um jazigo e continuam do lado de lá, sei que uma hora dessas terei as explicações que almejo.
Há de se ter uma central de atendimento, uma ouvidoria ou até mesmo um 0880 para defuntos recém chegados.
Depois que ela me levar - e ela vai - teremos toda a eternidade para ela me explicar tudinho, detalhe a detalhe, cada pormenor - e ela vai.

- Porque o Airbus A330 simplesmente caiu, ô da caveirinha?
Era o que eu perguntaria.
No momento, é tudo o que mais gostaria de saber.