29 abril 2009

Fotos do Beco

Hey amiguinhos!
Conforme prometido, algumas fotinhos do sarau, lá no Porão do Beco.
Observem meu destemor, minha garra, minha coragem e minha latente cara de pau, rarara.

Aquela garrafinha piscante lá no fundo me deixou super-segura.
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Comigo, na mesa, o Marcos e a Angie. Renan, muito provavelmente, havia ido adquirir fichas para cervejas.
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Essa é ótima. Detalhe para o dedo em riste. Rararara.

28 abril 2009

Ir para Porto Alegre é bom.

Ir para Porto Alegre rever alguns amigos que faz tempo que você não vê, é muito bom.
Mas ir para Porto Alegre participar de um sarau bacana, com pessoas bacanas, em um lugar bacana, e ainda ler meus humildes e pretensiosos textinhos para caras muito bacanas, que escrevem bacanamente bem, é bacana demais.
Eu adorei, e agora que sei o caminho, voltarei muitas vezes.
É, eu sou assim: me dão a mão e eu vou logo pegando o braço inteiro.
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Querem saber como foi?
Bem.
Eu estava muito tranqüila e serena e sossegada.
Até que cheguei no Porão do Beco e me dei conta do que estava prestes a acontecer.
Então fui tomada por um terror súbito, e tive a certeza que jamais, em hipótese alguma, nem sob tortura, eu subiria naquele palco!
Certamente vou engasgar, gaguejar, tremelicar, tropeçar.
E se me faltar o ar?
Foi o que eu pensei, pois tenho tanta intimidade com um microfone quanto tenho com um rifle.
Enfim.
Como não havia uma opção B, subi, li, e desci, fazendo pose e tudo, rarara!
E, segundo o parecer honesto e imparcial dos meus amigos, até que não foi tão ruim assim minha apresentação.

Eu fiquei satisfeita, de verdade.
E ouvi rumores de que o plano, a partir de agora, é fazer um Porão da Palavra por mês.
Não é super?
Se eu morasse em Porto Alegre, iria sempre, seja para ficar no palco, seja para ficar na platéia ou no bar ou no banheiro, ou até em um sofázinho vermelho e simpático que estava por ali.
Ficadica.

E, como se não bastasse, o Marcos Seiter, um dos meninos que já participou do E-Blogue.com e vez em quando dá uma passadinha por aqui, leu sobre o sarau e resolveu aparecer!
Primeira vez que conheci um leitor virtual pessoalmente, e foi dez.
Isso sem falar no Beto Canales, o segundo companheiro virtual que conheci pessoalmente que, mesmo de ressac, ops, quero dizer, muito cansado, foi lá prestigiar.
Obrigada meninos.
É por causa de pessoas como vocês que pessoas como eu continuam batucando na panela vazia e fazendo carnaval.
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Eu e o Beto
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À Carol Teixeira, escritora e filósofa e agitadora cultural das mais fodas, eu deixo meu muito obrigado pelo convite, e pelo carinho com que me recebeu.
E, acreditem: a moça é muito mais bonita pessoalmente do que pelas fotos. Grrr.
Ao Fernando, um dos editores do jornal Vaia e organizador do FestiPoa Literária, eu também deixo meus agradecimentos, pela sua simpatia e pelo seu trabalho, digno de aplausos.
Ah! E por ter me dado um dos exemplares do livro O Melhor da Festa (que reúne a fina flor do FestiPoa do ano passado) e um exemplar da revista Cidade B, que é mega-massa.
E também deixo meu upa para todo o pessoal que estava lá, mostrando seu trabalho, e também os outros, que estavam assistindo.
Gentes boníssimas, que valeu a pena conhecer.
Aliás, aproveito e divido com vocês outra dica quente: Aprendiz de Feiticeiro. Banda do caralho, que toca demais e, em breve, estará pela rede divulgando seu trabalho genial.
Guardem o nome desses caras.

Não tenho fotos porque todas saíram fantasmagóricas e abstratas, como a que reproduzo abaixo.
Mas notei que o pessoal da casa estava fazendo algumas, então, quem sabe, eu não as arranjo e coloco aqui?
Prometo tentar.
Isso é um rapaz tocando sax. Juro!
Ah sim!
O texto que eu li foi Eu Sempre Quis Demais, postado neste blogue metidinho recentemente. Mas se estiver com preguiça de procurar, clica aqui.
Beijo na testa, senhoritos e senhoritas. E até nossa próxima aventura, ié, ié!

23 abril 2009

Porão da Palavra

Aviso aos navegantes que domingo, dia 26 de abril, estarei em Porto Alegre, mais precisamente no Porão do Beco, participando do Porão da Palavra, um sarau electro-acústico que reunirá as letras, os sons, os traços, as músicas, a literatura e a arte de caras FODAS (confere os nomes pesos-pesados que estão no flyer, logo abaixo).
Claro que estou bem feliz e orgulhosa e me achando a última bolachinha do pacote, e se você estiver pelas bandas da capital gaúcha, não deixe de aparecer.
Vai ser (absurdamente) massa.
Até lá, amiguinhos.
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19 abril 2009

Foi assim:

Imaginei que estaria com os nervos em pandarecos na tarde que antecedeu o lançamento.
Três semanas antes já me imaginava neurótica, tendo crises, mastigando as paredes e recitando com emoção a bula de algum antiinflamatório.
Nada!
Estava calma que nem um bebê recém alimentado ressonando no berçinho.
Tão calma, mas tão calma que, por alguns momentos, até considerei perigoso.

18hs30min: Livros encaixotados, chás, cafés e chimarrão devidamente preparados, todo mundo de banho tomado e pronto para sair para o lançamento - que começava às 19hs.
Todo mundo menos meu pai, que até então parecia o mais tranqüilo entre todos, mas resolveu ficar pilhado meia hora antes de tudo começar.
Eu, minha mãe e Sr. Afobório no carro, esperando, e meu pai andando pela casa freneticamente, fazendo sabe-se lá o que.
Rarara.
Muito engraçado.

18hs45min: Chegamos.
O pessoal da Biblioteca já estava a postos.
O livro de ouro (que na verdade é um livro de visitas, e nem é de ouro, mas de madeira) já estava ali, de páginas abertas para o Benjamin.
Logo chegou Loice, minha irmã querida, que ficou encarregada de comercializar os livros.
E mal eu havia ajeitado alguns exemplares sobre a mesa, chegou o primeiro convidado.
E logo outros dois, e outros cinco.
Incrível.
As pessoas foram mesmo.
Fiquei bege.

19hs25min: Eu autografava (ui) um livro, enquanto tomava um chá, enquanto dava uma entrevista para a rádio (luxo, benhê!), enquanto autografava um livro, e tomava um chá, e dava um beijo, e autografava um livro, e tirava uma foto.
Sinceramente: não havia tomado um gole de álcool e me sentia completamente embriagada.
Então entendi Rita, a Lee, quando disse que nunca ficou tão chapada como quando parou de usar drogas.

19hs30min: Chegou Tia Lena, que eu sempre chamei de Tia Nena, e foi minha professora quando eu tinha 3 anos e fazia 21 primaveras que eu não via.
Muito emocionante.
Já sabia que ela iria aparecer, e até me preocupei, pois ela é uma senhorinha de 80 anos, e poderia não conter a emoção.
Arrã.
Pois quem não conteve a dita emoção fui eu, que caí num chororô do mais bagual.

20hs10min: Chega minha dinda Denise, e toda a sua trupe.
Apesar de proibi-la veementemente, ela chorou e me chamou de Galets... Ops. Hã... um apelido aí que ela me chama a contragosto, e que não vem ao caso, rarara.
Veio também minha vó, a Teca.
Uma vez, ela me disse que sentia muito por não ter ido a minha colação de grau (porque eu não colei grau):
(Vó) - Ah, mas lançamento de livro é bem melhor.
(Eu) - Claro. Plantar árvore e colar grau todo mundo faz, quero ver escrever um livro.

21hs: Quando dei por conta, záz, acabou.
Nem vi passar.
Mal e mal tomei um chazinho, e sequer pude pensar em fumar um cigarrinho e fim.
Muito rápido.
O que só pode significar que estava bacana, pois o que demora a terminar é enjoativo.

Enfim.
Foi demais.
Muitas pessoas que eu tinha certeza que iriam aparecer não foram, mas em compensação muitas outras, que eu nunca poderia imaginar, estavam lá, e foi muito ótimo.
Caio no clichê (porque não tem como ser diferente) e agradeço a cada um que compareceu, e prestigiou, e me deu um abraço e desejou sucesso.
Quem ficou 1 minutinho e quem ficou o tempo inteiro.
Ao pessoal da biblioteca, a Patrícia, o Beto, todos, tão queridos e solícitos, trabalharam como se o lançamento fosse de um livro deles.
À minha mãe, que digitou um a um os convites, numa máquina Olivetti velha e enguiçada, e depois me ajudou a entregar metade deles.
Ao meu pai, que colou os cartazes por aí, e distribuiu a outra metade dos convites, e é o melhor e mais foda entre os melhores e mais fodas pais do mundo.
Ao Afobório, maridão, que estava lá, apesar da gripe, bem feliz tirando fotos e...
Meu!
Impossível citar todo mundo.
Mas sei que todas as pessoas que me ajudaram a chegar até aqui sabem quem são, e sentem-se neste momento abraçadas, beijadas e festejadas.
E, sim, isso vale para você também, que está aí, do outro lado do monitor, lendo meu blogue: agradeço a você, por estar aqui prestigiando minhas fábulas e historietas.

E agora?
Bem.
Agora só falta ter o filho, porque a árvore eu também já plantei.
Mas vou tentar negociar, e ver se posso trocar a prole por uma coleção de bonsai.
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Vó Teca.

Gabrielle e Maristane: vizinhas.

Tia Nelci, ex-babá.

Tia Nena.

Pri - Cúmplice.

Dinda e mãe.

Lê, eu e Pati.

Gatos Contra Atacam Forever (piada interna).
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Se tudo der errado, viramos atores.
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Escritoras também.

Nem estamos vendo o fotógrafo ali.

Cláudia querida.
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Jana Autografa Lauxen, haha.

Tia Si.
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Sílvia.

 Gi.
E tem mais.
Só não posto todas aqui porque muitas não foram tiradas com a minha máquina, e também porque o Blogspot está me prejudicando.
Depois eu volto.
Beijo.

15 abril 2009

Lançamento: Uma Carta por Benjamin

E não é que eu vou lançar um livro?
Rarara.
Pois é, eu vou.
E eu me sinto ótima, como uma mãe que leva seus bebês para casa.
Porém com a vantagem que o meus bebês não choram, não mamam e, principalmente, não fazem cocô.
Ou seja: perfeito.
E, evidentemente, estou aqui para babar o ovo de algumas pessoas, sem as quais tudo isso teria sido impossível.
- Sim, senhoras e senhores, isto é um discurso.
Um discurso onde pretendo jogar confetes, puxar o saco e fazer propaganda não-eleitoral gratuita.
Com muita sinceridade, obviamente.

Primeiro, o Frodo Oliveira.
Não por abrir a porta, mas por mostrar o atalho.
Um cara muito foda que, mesmo neste mundo cheio de ilhas, derruba muros e constrói pontes, e não passa por nenhum lugar sem contar para os outros como foi.
Um tipo raro, desses que, se houvessem mais, a história seria bem diferente.

Depois, a Editora Multifoco, por não me explorar nem sacanear, e por permitir que eu palpitasse em absolutamente tudo, e também por não ter cortado uma única vírgula sequer da minha historinha, e me enviar tudo no prazo, e trabalhar de maneira clara e limpa e decente.
Também por não economizar na produção do livro que, modésia à parte, é lindo de morrer.
E ainda vão me pagar por isso!
Belisca, porque não pode ser verdade.

Aos meus pais, cla-ro.
Por sempre terem dito: vá, e sempre terem deixado a luz do corredor acesa quando eu tinha medo do escuro.
E se você não sabe o que isto significa, nada do que eu disser poderá explicar.

E por último, mas de jeito nenhum menos importante, Afobório, o único cara que realmente sabe onde eu queria estar.

Óquei, agora chega de chororô e vamos ao que interessa: a venda.
Rarara.
Sim, a vida é tirana, e por aqui as pessoas fazem loucuras por esse pedacinho de papel sujo e danadinho, que sempre desaparece no dia 15 do mês.
Ah, mas deixemos a crise pra lá!
O que realmente importa é que Uma Carta por Benjamin já está na avenida, para ser mais precisa aqui do meu lado, dentro de uma caixa, lindos e sorridentes, meus bebês que não fazem cocô!
E logo logo um deles poderá estar aí na sua casa!
Sorria!

É muito simples: o livro custa R$28.00, incluindo o frete.
Se você mora em Não-Me-Toque, Carazinho, Passo Fundo ou por perto, pode adquirir um exemplar nos lançamentos que vou fazer por aí, e assim ele sai por R$25.00.
Então: você me escreve, passando o teu endereço e tudo e tals, e eu te passo o número da conta, para o depósito-incentivo-cultural-literário.
E vai autografado e tudo, em um envelope pardo com seu nome e endereço digitados na máquina Olivetti do meu vô, pelos meus próprios punhos!
Luxo.

Escreva pra 3am.jana@gmail.com ou mande seu pedido através do box aqui do lado.
Se quiser, pode ler aqui o primeiro capítulo, para ver se empolga.
E se estiver pelas bandas de Carazinho dia 16 de abril, quinta-feira, entre 19hs e 21hs, passa lá na Biblioteca Pública Municipal Dr. Guilherme Schultz Filho para tomar um chazinho comigo.

Até lá.

13 abril 2009

Eu sempre quis demais.

Nunca um pouco, nunca mais ou menos.
- Em doses cavalares, por favor.
Queria tanto, mas tanto - e me atirava com tamanha violência - que geralmente saia arrebentada.
E o pior: de mãos abanando.

Era porque eu queria, queria demais, queria muito, queria absurdamente...
só não sabia o que.
Não fazia a mínima idéia, só sabia que eu precisava de alguma coisa que ainda não tinha encontrado, e não sabia onde estava, menos ainda o que poderia ser.
E assim dá-lhe pulos abismo adentro, tudo muito escuro e inseguro, e (claro) dá-lhe esborrachadas no chão.
- Você fuma demais.
- Fala demais.
- Grita demais.
- Chora demais.
- Bebe demais.
- Ri demais.
- Sente demais.
“Você precisa encontrar o meio termo, Janaína”.
Deve ter sido a frase que mais ouvi.

Acontece que eu não faço a menor idéia de onde está o maldito meio termo. Nem sei o que significa, do que se alimenta e para que serve.
Como poderia me interessar pelo meio termo, se havia algo grande e incrível e indubitavelmente meu, que eu precisava encontrar?

Mas, vocês conhecem o ditado: o apressado come cru.
E eu, como a boa faminta que sempre fui, comi cru N vezes.
Me meti em confusões idiotas, andei com gente que achava que pistashe é um pintor famoso, fiz merdas, repeti as merdas e ainda fiz outras vezes merdas.
Uma coleção completa de merdas.

Até que um dia, eu encontrei.

Bem.
Na verdade não foi assim, pá, pum e fim.
Fui encontrando aos poucos: uma parte aqui, outra parte ali, mais um pedacinho acolá, uma metade embaixo do sofá.
Estava tudo despedaçado, atirado por aí!
E eu, ao invés de olhar, e ver, pisoteava, procurando lá longe o que estava logo abaixo dos meus pés.
Demorei um pouco para juntar tudo, realmente.
E para lhes ser sincera, ainda faltam alguns pedaços, mas dizem que isso é a vida.
Parece que é assim mesmo.

É claro, continuo em erupção.
Chorando de raiva, rindo de nervosa, ficando séria por amor, rodando a baiana por coisa nenhuma.
Continuo saltando abismo adentro, tudo escuro e muito inseguro - escuro e inseguro como o vazio.
Mas agora vou de pára-quedas, mermão.
Equipamento de segurança e lanterna na mão.
Nada mais de encarar esse imenso nada de mãos no bolso e cara para esbofetearem.
Vou é olhando para o chão, para ver onde piso e por onde passo, e verificar se não encontro as outras partes, que vivem faltando.
Nada nunca está completo, e isso é bom, ao contrário do que você pensa.

Também vou olhando para frente, sim, eu vou.
Para ver se o caminho é mesmo esse que o mapa me mostrou.
O mapa que eu tanto, tanto, mas tanto procurei.

12 abril 2009

Solarium e Uma Carta por Benjamin

Saiu um release sobre Uma Carta por Benjamin na revista virtual Nós Fora dos Eixos.
Leia aqui e dá um comentadinha, só para fazer um bafão, hohoho.

E Frodo, meu fiel escudeiro, amigo de fé e editor-camarada, está lançando a antologia Solarium - Contos de Ficção Científica volume I (abaixo a capa e o release de lançamento) e - o melhor - já está recebendo, até o dia 31 de julho, textos para compôr a Solarium volume II.
Ou seja: se você gosta de ler ficção científica, ou gosta de escrever ficção científica, ou as duas coisas, tá mais do que convidado a conhecer o trabalho destes autores e a participar da próxima seletiva.
Também pode adquirir o livro muito ótimo do Frodo, A Terra Negra (Ed. Multifoco, 130 págs).
Súper-recomendo.
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SOLARIUM Contos de Ficção Científica
BEM-VINDOS AO FUTURO!

Este é o convite que a antologia SOLARIUM faz àqueles que não têm medo de
vislumbrar o que ainda está por vir. Cidades perdidas, seres de outros planetas,
batalhas monumentais, galáxias distantes, tudo isso faz parte do inconsciente
coletivo dos que, um dia, se apaixonaram pelo mundo fantástico da Ficção
Científica. Convidamos você a desvendar conosco o grande mistério que é o
futuro, este eterno desconhecido...
AUTORES:
ANDRÉ GARZIA, CHICO ANES, DANNY MARKS, EMANOEL FERREIRA, FRODO OLIVEIRA, GABRIEL ZIGUE, HUGO VERA, HUMBERTO AMARAL, JOSÉ GERALDO GOUVÊA, LARISSA REDEKER, LINO FRANÇA JR., LUIZ R. R. FARIAS JR., MAGALHÃES NETO, MARCELO ANDRADES, MÁRCIO ARAGÃO, MARCUS VINÍCIUS DA SILVA, NUNO LAGO, PABLO CASADO, RICARDO DELFIN, RONALDO LUIZ SOUZA, SABINE MENDES, VICTOR STÉFANO.

Amanhã volto com surpresinhas e fricotes.
Aguardem, e guardem um bombonzinho para mim!

06 abril 2009

Pare.

Quando eu era criança, lembro que gostava de acordar bem tarde porque assim a manhã passava mais rápido.
Tinha a impressão que uma manhã levava seis meses para terminar.
Uma semana então, era uma eternidade, e o natal demorava décadas até chegar.
É impressionante a distância que nos separa dos nossos sete anos.
Hoje em dia, acordo as seis da matina e ainda não consigo fazer tudo o que acho que devo fazer até o meio-dia.
Uma semana passa na velocidade de um piscar de olho (com cisco dentro e tudo o mais) e o natal, bem; esse já não me interessa mais, e por isso, quando vejo, ele já está aqui.

O tempo é um corredor nato, bem preparado, treinado e patrocinado pela Nike, enquanto eu sou um gordinho que corre a São Silvestre na esperança de aparecer na Globo.

E justamente por conhecer minhas limitações, faço questão de não me afobar.
Vou ao meu tempo, devagar, devagarinho, do jeito que o diabo gosta; se ultrapassar minha barreira, rompo um tendão e fico de cama seis meses.

Então acontece assim: quando vejo que estou pisando no acelerador, páro tudo.
Não interessa o que estou fazendo, nem a importância que isso tem, nem o que está acontecendo, nem o prazo ou porcaria nenhuma: eu páro tudo.
Muitos me chamam de irresponsável e egoísta por causa disso, e pode até ser, mas o fato é que, se eu não faço assim, morro.
Sim, morro.
Não consigo porque não sei viver a 120 por hora.
E também acho uma idiotice esse papo de mãe-dedicada-mulher-sedutora-e-empresária-dinâmica que agora virou moda.
Ou sou mãe-dedicada, ou sou mulher-sedutora, ou sou empresária-dinâmica.
Se tentar os três ao mesmo tempo, dou uma de pato e não ando, não vôo e não nado direito.
Entro em pane.

O que?
Você consegue ser mãe-dedicada, mulher-sedutora e empresária-dinâmica, tudo enquanto pinta a unha, faz o almoço e prepara um relatório?
Suponhamos que sim.
Mas, e quando relaxa?
Quando deixa a louça para lavar amanhã e vai ver o Big Brother, numa tentativa óbvia de emburrecimento instantâneo?
Quando joga os pés para o céu e fica pensando bobagem?
Quando deixa o Dostoievsky de lado e vai ler uma revistinha de fofocas para relaxar?
Afinal de contas, quando é que você pára, minha filha?

Virar escravo de si próprio é o fim da picada e o cúmulo da burrice.

Agora me dêem licença, que esta conversa toda me cansou.
Vou ali arrancar aquele relógio idiota da parede e tirar uma sonequinha.
E depois que eu acordar, vou descansar um pouco, até porque ninguém é de ferro, oras pois!

05 abril 2009

Café Espacial.

Olha que coisa mais linda, mais foda e mais cheia de graça a capa da edição número 4 da revista Café Espacial, assinada pelo Shiko, que também (é claro) participa com uma HQ.

Com o lançamento previsto para maio, a Café 4 traz caras como Daniel Esteves, Allan Ledo, Fabio Lyra e claro: eu.
Eu e a Maldita Sandra.
Aliás, estarei na quarta e também nas próximas edições da Café Espacial, pois eu e Sergio Chaves descobrimos que temos planos muito semelhantes de dominação interplanetária, e decidimos unir nossas forças para a tomada do poder.
Mas isso é história para outro post.

Se quiserem comprar as edições anteriores, podem escrever para mim (3am.jana@gmail.com) ou para o Sergio (cafeespacial@gmail.com).

Custa 5 pila.
E vale cada gole.

04 abril 2009

Eu estou lá.

Fui parar, feliz da vida, no Germina Literatura, com os contos Um Drink para a Posteridade (publicado também no Releituras) e os súper-ultra-muito-inéditos O Incômodo Morador da Casa Verde e A Divina Advertência.

Sim: eu me sinto bem, James Brown.

02 abril 2009

Jana Lauxen: desde 1985 metendo o bedelho onde não foi chamada.

Adoro.
Se continuarem me publicando por aí como estão fazendo, vou acabar me achando o gás da coca-cola, e daí ninguém mais me agüenta - nem eu.
Tá, é mentira, eu sou bem humilde.
Ou umiúde, como já escreviam alguns antigos colegas de faculdade.
Enfim.
Um dos meus contos, Um Drink para a Posteridade, acabou publicado no site Releituras, que é muito massa e cheio de gente talentosa - vale conferir.
Então convido vocês para passarem por lá e prestigiarem esta adorável garotinha que vos escreve.
O link está aqui.
Também saiu um dos meus poemas-junkie-românticos-filosóficos na Coletânea Artesanal.
Passem aqui e podem até comentar, porque o preço é o mesmo.

Ah!
Para quem puder interessar, amanhã sai a lista dos autores que participarão da antologia Assassinos S/A.
Foi mais difícil selecionar os melhores contos do que escolher entre um bombom de nozes e um bolo de chocolate.
Parabéns para o pessoal que participou - me empolgaram e surpreenderam, de verdade.
Vai ser do caralhíssimo.

Uma Carta por Benjamin também está prestes a deixar a maternidade, quero dizer, a gráfica.
Já estou organizando os lançamentos e tentando me manter sóbria.
Sim, estou feliz.
Mas a beira de um ataque de nervos, óbvio.

Volto amanhã.
Boa noite.