12 junho 2009

Twitter.

Sem motivos nem objetivos, criei uma conta no Twitter.
Me venceram pelo cansaço.
Aonde eu ia e para onde olhava lá estava ele, o dito do Twitter.
Arrebentando a boca do balão, o queridinho dos internautas.
Como também escutei Amy Wimehouse pela primeira vez vencida pela insistência de todos os meios de comunicação do sistema solar, e gostei, resolvi que valia arriscar, e lá estou eu.
Até agora, fiz 16 updates.
Sim, updates, em itálico e tudo.
Porque, como se não bastasse, o Sr. Twitter fala somente dois idiomas: inglês e japonês.
Bem, fiz 16 updates.
Importante dizer que nenhum pode ter mais de 140 caracteres, ou seja, é pá pum.
Por exemplo: oi, vou cagar.
Acontece que eu não sei o que escrever lá!
Não que eu não possa ser sucinta e objetiva - a maldita publicidade me ensinou a fazer isso até demais.
O problema é: sobre o que escrever?
Quer dizer, quem se importa?

Vou ali.
Voltei.
Bom dia.
Comi macarronada e estou cheio.


Tá, legal, posso ir?
É impressionante a vontade que as pessoas têm de falar sobre si mesmas. As pessoas em geral e os brasileiros em especial, que já dominaram o Orkut e logo logo estarão reinando também no Twitter.
A maioria diz: falo de mim porque sou a pessoa que mais conheço.
E eu já acho que não.
Acho que quem fala muito da sua própria vida e gira demais em torno de seu próprio umbigo a ponto de achar que alguém se interessa em saber se ele comeu macarronada ou foi ali, está mais é tentando se encontrar.
Desesperadamente.
Mas isso é conversa para outro post.
O que estou fazendo aqui é tentando entender o porquê do Twitter.
O que provavelmente não conseguirei, e esta será mais uma dúvida que levarei para o túmulo.
No entanto também acho que podemos reverter este quadro.
Podemos fazer mais e melhor pelo Twitter.
Ora, muitas coisas bacanas cabem dentro de 140 palavras – quantidade nunca significou qualidade, e isso vocês sabem bem.
Vamos transformar o Twitter num lugar melhor para se viver, meu povo!
Vamos pensar que, se Mário Quintava estivesse lá, escreveria: não importa que a tenham demolido; a gente continua morando na velha casa em que nasceu.
Yes, we can.