04 maio 2009

Jornal Vaia

Se aplaudir é invocar os deuses para que testemunhem um feito de valor, para que julguem a beleza e abençoem as obras dos homens, vaiar deve ser o contrário. Felizmente, podemos dar outro significado ao verbo, ora substantivo VAIA. E talvez estabelecer que VAIA, mesmo, é só para o que não presta.
Há oito anos um grupo de amigos com gosto comum por cerveja, literatura e cultura (não necessariamente nessa ordem), inquietos e movidos por sede de mudança, reuniu-se, no histórico bar Escaler, no bairro Bom Fim, e ali fundou-se o Jornal Vaia. Circulando ininterruptamente desde então, o veículo, que é lido nos principais nichos de cultura de Porto Alegre e RS e em várias capitais e cidades do Brasil afora, ainda viaja trimestralmente para muitos países da América e Europa.
O VAIA foi evoluindo gráfica e editorialmente de forma gradual, publicando em suas páginas uma miscelânea literária de valor, enviada regularmente de todos os cantos do país por dezenas de colaboradores.
Preocupado com o bom gosto artístico e a divulgação de obras e de autores empenhados com a qualidade da arte que produzem, o VAIA tem a pretensão de exercer um papel crítico: formar opinião sem influenciar por via direta, pelo famoso goela abaixo, e discutir idéias dos mais variados matizes. Assim, as tendências sócio-culturais expressas aqui no site (e na versão impressa do jornal) pelos articulistas, escritores, poetas, artistas plásticos, músicos e jornalistas, corroboram a tentativa do jornal em levar aos leitores, de modo democrático, cultura e informação.
Se aplaudir significa chamar os deuses para abençoarem as obras dos homens, uma das funções do VAIA é acordá-los para estarem atentos e não privilegiarem, por distração, o que não merece consideração e aplauso fácil, e torná-los vigilantes e aguçadamente críticos.
Louvando o que bem merece e vaiando para se deixar o ruim de lado.
Marco Marques e Fernando Ramos - editores.



Interessante, não?
E adivinhem só?
Sim, exatamente.
Com muita honra, orgulho e satisfação, aviso aos navegantes que sou a mais nova e metida a besta colunista do Jornal Vaia, e uma vez por mês disponibilizarei um dos meus escritos (inéditos!) para a publicação.
Adoro, adoro, adoro.
Por falar nisso, passa lá e confere minha primeira colaboração.
Trata-se de um conto (que você ainda não leu) chamado Um Neto para Alcântara Machado e, se eu fosse você, não perdia.
Beijo, e segue o baile, myboy!