28 abril 2009

Ir para Porto Alegre é bom.

Ir para Porto Alegre rever alguns amigos que faz tempo que você não vê, é muito bom.
Mas ir para Porto Alegre participar de um sarau bacana, com pessoas bacanas, em um lugar bacana, e ainda ler meus humildes e pretensiosos textinhos para caras muito bacanas, que escrevem bacanamente bem, é bacana demais.
Eu adorei, e agora que sei o caminho, voltarei muitas vezes.
É, eu sou assim: me dão a mão e eu vou logo pegando o braço inteiro.
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Querem saber como foi?
Bem.
Eu estava muito tranqüila e serena e sossegada.
Até que cheguei no Porão do Beco e me dei conta do que estava prestes a acontecer.
Então fui tomada por um terror súbito, e tive a certeza que jamais, em hipótese alguma, nem sob tortura, eu subiria naquele palco!
Certamente vou engasgar, gaguejar, tremelicar, tropeçar.
E se me faltar o ar?
Foi o que eu pensei, pois tenho tanta intimidade com um microfone quanto tenho com um rifle.
Enfim.
Como não havia uma opção B, subi, li, e desci, fazendo pose e tudo, rarara!
E, segundo o parecer honesto e imparcial dos meus amigos, até que não foi tão ruim assim minha apresentação.

Eu fiquei satisfeita, de verdade.
E ouvi rumores de que o plano, a partir de agora, é fazer um Porão da Palavra por mês.
Não é super?
Se eu morasse em Porto Alegre, iria sempre, seja para ficar no palco, seja para ficar na platéia ou no bar ou no banheiro, ou até em um sofázinho vermelho e simpático que estava por ali.
Ficadica.

E, como se não bastasse, o Marcos Seiter, um dos meninos que já participou do E-Blogue.com e vez em quando dá uma passadinha por aqui, leu sobre o sarau e resolveu aparecer!
Primeira vez que conheci um leitor virtual pessoalmente, e foi dez.
Isso sem falar no Beto Canales, o segundo companheiro virtual que conheci pessoalmente que, mesmo de ressac, ops, quero dizer, muito cansado, foi lá prestigiar.
Obrigada meninos.
É por causa de pessoas como vocês que pessoas como eu continuam batucando na panela vazia e fazendo carnaval.
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Eu e o Beto
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À Carol Teixeira, escritora e filósofa e agitadora cultural das mais fodas, eu deixo meu muito obrigado pelo convite, e pelo carinho com que me recebeu.
E, acreditem: a moça é muito mais bonita pessoalmente do que pelas fotos. Grrr.
Ao Fernando, um dos editores do jornal Vaia e organizador do FestiPoa Literária, eu também deixo meus agradecimentos, pela sua simpatia e pelo seu trabalho, digno de aplausos.
Ah! E por ter me dado um dos exemplares do livro O Melhor da Festa (que reúne a fina flor do FestiPoa do ano passado) e um exemplar da revista Cidade B, que é mega-massa.
E também deixo meu upa para todo o pessoal que estava lá, mostrando seu trabalho, e também os outros, que estavam assistindo.
Gentes boníssimas, que valeu a pena conhecer.
Aliás, aproveito e divido com vocês outra dica quente: Aprendiz de Feiticeiro. Banda do caralho, que toca demais e, em breve, estará pela rede divulgando seu trabalho genial.
Guardem o nome desses caras.

Não tenho fotos porque todas saíram fantasmagóricas e abstratas, como a que reproduzo abaixo.
Mas notei que o pessoal da casa estava fazendo algumas, então, quem sabe, eu não as arranjo e coloco aqui?
Prometo tentar.
Isso é um rapaz tocando sax. Juro!
Ah sim!
O texto que eu li foi Eu Sempre Quis Demais, postado neste blogue metidinho recentemente. Mas se estiver com preguiça de procurar, clica aqui.
Beijo na testa, senhoritos e senhoritas. E até nossa próxima aventura, ié, ié!