19 abril 2009

Foi assim:

Imaginei que estaria com os nervos em pandarecos na tarde que antecedeu o lançamento.
Três semanas antes já me imaginava neurótica, tendo crises, mastigando as paredes e recitando com emoção a bula de algum antiinflamatório.
Nada!
Estava calma que nem um bebê recém alimentado ressonando no berçinho.
Tão calma, mas tão calma que, por alguns momentos, até considerei perigoso.

18hs30min: Livros encaixotados, chás, cafés e chimarrão devidamente preparados, todo mundo de banho tomado e pronto para sair para o lançamento - que começava às 19hs.
Todo mundo menos meu pai, que até então parecia o mais tranqüilo entre todos, mas resolveu ficar pilhado meia hora antes de tudo começar.
Eu, minha mãe e Sr. Afobório no carro, esperando, e meu pai andando pela casa freneticamente, fazendo sabe-se lá o que.
Rarara.
Muito engraçado.

18hs45min: Chegamos.
O pessoal da Biblioteca já estava a postos.
O livro de ouro (que na verdade é um livro de visitas, e nem é de ouro, mas de madeira) já estava ali, de páginas abertas para o Benjamin.
Logo chegou Loice, minha irmã querida, que ficou encarregada de comercializar os livros.
E mal eu havia ajeitado alguns exemplares sobre a mesa, chegou o primeiro convidado.
E logo outros dois, e outros cinco.
Incrível.
As pessoas foram mesmo.
Fiquei bege.

19hs25min: Eu autografava (ui) um livro, enquanto tomava um chá, enquanto dava uma entrevista para a rádio (luxo, benhê!), enquanto autografava um livro, e tomava um chá, e dava um beijo, e autografava um livro, e tirava uma foto.
Sinceramente: não havia tomado um gole de álcool e me sentia completamente embriagada.
Então entendi Rita, a Lee, quando disse que nunca ficou tão chapada como quando parou de usar drogas.

19hs30min: Chegou Tia Lena, que eu sempre chamei de Tia Nena, e foi minha professora quando eu tinha 3 anos e fazia 21 primaveras que eu não via.
Muito emocionante.
Já sabia que ela iria aparecer, e até me preocupei, pois ela é uma senhorinha de 80 anos, e poderia não conter a emoção.
Arrã.
Pois quem não conteve a dita emoção fui eu, que caí num chororô do mais bagual.

20hs10min: Chega minha dinda Denise, e toda a sua trupe.
Apesar de proibi-la veementemente, ela chorou e me chamou de Galets... Ops. Hã... um apelido aí que ela me chama a contragosto, e que não vem ao caso, rarara.
Veio também minha vó, a Teca.
Uma vez, ela me disse que sentia muito por não ter ido a minha colação de grau (porque eu não colei grau):
(Vó) - Ah, mas lançamento de livro é bem melhor.
(Eu) - Claro. Plantar árvore e colar grau todo mundo faz, quero ver escrever um livro.

21hs: Quando dei por conta, záz, acabou.
Nem vi passar.
Mal e mal tomei um chazinho, e sequer pude pensar em fumar um cigarrinho e fim.
Muito rápido.
O que só pode significar que estava bacana, pois o que demora a terminar é enjoativo.

Enfim.
Foi demais.
Muitas pessoas que eu tinha certeza que iriam aparecer não foram, mas em compensação muitas outras, que eu nunca poderia imaginar, estavam lá, e foi muito ótimo.
Caio no clichê (porque não tem como ser diferente) e agradeço a cada um que compareceu, e prestigiou, e me deu um abraço e desejou sucesso.
Quem ficou 1 minutinho e quem ficou o tempo inteiro.
Ao pessoal da biblioteca, a Patrícia, o Beto, todos, tão queridos e solícitos, trabalharam como se o lançamento fosse de um livro deles.
À minha mãe, que digitou um a um os convites, numa máquina Olivetti velha e enguiçada, e depois me ajudou a entregar metade deles.
Ao meu pai, que colou os cartazes por aí, e distribuiu a outra metade dos convites, e é o melhor e mais foda entre os melhores e mais fodas pais do mundo.
Ao Afobório, maridão, que estava lá, apesar da gripe, bem feliz tirando fotos e...
Meu!
Impossível citar todo mundo.
Mas sei que todas as pessoas que me ajudaram a chegar até aqui sabem quem são, e sentem-se neste momento abraçadas, beijadas e festejadas.
E, sim, isso vale para você também, que está aí, do outro lado do monitor, lendo meu blogue: agradeço a você, por estar aqui prestigiando minhas fábulas e historietas.

E agora?
Bem.
Agora só falta ter o filho, porque a árvore eu também já plantei.
Mas vou tentar negociar, e ver se posso trocar a prole por uma coleção de bonsai.
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Vó Teca.

Gabrielle e Maristane: vizinhas.

Tia Nelci, ex-babá.

Tia Nena.

Pri - Cúmplice.

Dinda e mãe.

Lê, eu e Pati.

Gatos Contra Atacam Forever (piada interna).
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Se tudo der errado, viramos atores.
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Escritoras também.

Nem estamos vendo o fotógrafo ali.

Cláudia querida.
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Jana Autografa Lauxen, haha.

Tia Si.
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Sílvia.

 Gi.
E tem mais.
Só não posto todas aqui porque muitas não foram tiradas com a minha máquina, e também porque o Blogspot está me prejudicando.
Depois eu volto.
Beijo.