20 dezembro 2008

Castração Química

Marina Maggessi é delegada, deputada, Dura na Queda e vítima de abuso sexual.
Como é possível?
Simples.
Quando foi molestada, ela ainda não era delegada, nem deputada, muito menos dura na queda.
Ela tinha cinco anos, e durante dois precisou agüentar as investidas e a violência de um tio paterno.
O tempo passou, Marina cresceu e virou uma mulher porreta e corajosa que, no dia 27 de novembro deste ano, apresentou um projeto de lei para a castração química de pedófilos e estupradores reincidentes.
Ou seja: o sujeito cometeu o crime, foi para a cadeia, cumpriu a pena, saiu e cometeu o mesmo crime mais uma vez?
Castra.
Não encontrei na internet como, exatamente, funcionaria esta castração, mas deve ser uma injeçãozinha ali, no bilau do sujeito, e pronto! Não endurece mais porra nenhuma - com o perdão do trocadilho.
E tarado sem pau duro é a mesma coisa que abelha sem ferrão: não oferece mais perigo para ninguém.
E digo mais: aposto que esta estirpe de criminosos covardes (desprezada até mesmo pelos próprios bandidos) irá pensar duas vezes antes de sair por aí molestando criancinhas e mulheres.

Infelizmente, o projeto de Marina é ainda um projeto.
Até ser aprovado e virar lei, ela provavelmente enfrentará os milhares de xaropes dos Direitos Humanos e seus asseclas, que dirão que a pena é desumana e cruel e blábláblá, e se apegarão com unhas, dentes e desespero ao inciso III do art. 5º que diz: ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
Então será necessário desenhar até que entendam que a castração apenas será aplicada a criminosos re-in-ci-den-tes, isto é: que estão cometendo o crime pela segunda, terceira ou décima nona vez.

A castração química já está em pleno vigor em países como Suécia, Itália, Dinamarca, Alemanha e Estados Unidos (vigente na Califórnia, Montana e Texas, e ainda em discussão na Flórida).
Na Inglaterra, em junho de 2006, foi anunciado um plano para o aumento no número de casos tratados com inibidores sexuais.
Na França, o presidente Sarkozy anunciou sua aprovação à idéia de inserir a castração química como sanção penal nos crimes praticados por pedófilos.

É uma pena que o Brasil adore proteger o bandido.
Não defende o cidadão, defende o criminoso.
Alguns vão dizer: é cruel castrar um sujeito.
É sim, muito cruel, e tem mais é que ser, que é para não se meterem mais a besta com ninguém indefeso.
Porque, penso eu, cruel mesmo é transar com crianças de cinco anos.
Cruel mesmo é ser violentada.
Cruel mesmo é passar anos sofrendo abusos, que vão desde físicos até psicológicos.
Cruel mesmo é ter de conviver, eternamente, com as lembranças de um crime que não terminou quando o filho-da-puta do estuprador gozou.

E se vocês querem saber, eu tô é cagando e andando se é cruel para os estupradores.
Apenas se preocupa com o bandido quem ainda não foi vítima de nenhum deles.
Se, por exemplo, você acha isso tudo bárbaro e todas aquelas baboseiras humanistas idiotas, espere até ter um filho violado.
Vai ver o quanto esta medida é justa, muita justa.
Justíssima.

Para nossa sorte, quem está mexendo os pauzinhos para que este projeto vire lei, é Marina.
A delegada, a deputada dura na queda.
Uma brasileira que não tem os ranços tipicamente brasileiros, como este, de morrer de pena de criminosos.
Disse ela:
“Há quem se insurja contra a idéia, valendo-se do texto constitucional que veda penas cruéis. Entretanto, é antigo entre os acadêmicos do Direito que os direitos fundamentais não têm valor absoluto. Citemos, por exemplo, o clássico caso em que à polícia é dado o direito de matar o seqüestrador que mantém sob sua mira uma vítima. Analogicamente, em se tratando de um direito do preso à incolumidade física há, em contrapartida, a segurança de mulheres e crianças, em geral, vítimas de crimes sexuais. A pedofilia hoje veste terno e gravata; ela está na igreja; está nos pastores, nos pediatras, nos políticos e nos coronéis. A pedofilia está em todas as mentes que olham para uma criança e conseguem ver nela algo a ser explorado sexualmente. Por isso, 18 anos, 30 anos de reclusão é muito pouco para alguém que, ao sair da prisão, vai reincidir.”Tô contigo Marina.
E não abro de jeito nenhum.