23 outubro 2008

Post 12 em 1:

1. Está previsto para dezembro o lançamento do livro Réquiem para o Natal, da Editora Andross. A publicação reúne contos de terror natalinos de escritores de todos os cantinhos mais remotos do Brasil, e promete.
Você pode adquiri-lo através do site da Andross ou com o Cavanhas, um dos autores.
É barato, vale a pena e é um ótimo presente de natal para acabar com os sonhos e as ilusões daquela tia chatonilda que, todo final de ano, se emociona com a data e deixa a Simone cantando Então é Natal a noite inteira.
Recomendo.

2. Vocês viram que o pai da menina Eloá, assassinada sexta-feira pelo ex-namorado, é suspeito de ser foragido da polícia? Sim, é. Dizem que o infeliz integrava um grupo de extermínio, acusado de assassinar o delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa, lá por meados de 1991, em Maceió.
Confirmando a teoria de que nada está tão ruim que não possa piorar.
Falando nisso, li em algum lugar que Lindenberg, o estudante carente em crise amorosa, vai para o mesmo presídio (A Penitenciária 2 de Tremembé), e para a mesma ala onde atualmente residem os irmãos Cravinhos (acusados do assassinato do casal Richthofen), o Nardoni-pai e Matheus da Costa Meira (condenado a 120 anos de prisão por entrar com uma metralhadora em um cinema, matar 3 pessoas e ferir outras 4).
Ou seja: só gente boa.

3. Te cuida Steven Spielberg: mal comecei a dar meus primeiros passos rumo à fama, ao sucesso, ao dinheiro e a posteridade (rárárá) e já ganhei um Oscar.
Sim, este adorável selo aí do lado me foi carinhosamente ofertado pela queridoca Arlequim, a quem muito agradeço.
Devo, agora, indicar dez blogues que eu acho bacana para receberem o selo também.
Vou pensar aqui.

4. Cuspindo no prato que comi: ouvi rumores de que as agências experimentais de publicidade e jornalismo da Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Passo Fundo fecharam as portas; o que significa o fim de estágios para muitos estudantes.
E o pior é que não surpreende.
Me formei na UPF, estudei na FAC, trabalhei na Agex de propaganda e, posso garantir: estes estágios eram a única chance que os alunos tinham para aprenderem alguma coisa decente nestes (péssimos) cursos oferecidos pela UPF nas áreas de artes e comunicação.
Agora, não resta mais nada.
É o fim, o último ato, o suspiro derradeiro.
Pelo menos a máquina de café ainda continua intacta, e é a única coisa que vale a pena por lá.

5. É só comigo ou todas as pessoas que você conhece também estão perdendo o emprego?

6. Ah, eu sou gaúcha. Com orgulho e tudo o mais. Como churrasco no domingo, tomo chimarrão todos os dias e sempre me emociono assistindo A Casa das Sete Mulheres.
Acho os gaúchos cheios de qualidades e, sinceramente, não penso em deixar o meu amado e idolatrado estado que, de tão metido, até já quis se separar do resto do país.
Porém existe uma característica peculiar entre os peões e prendas desta querência que me deixa, honestamente, horrorizada: o machismo, que aqui no sul já virou tradição.
É evidente que machismo e machistas existem nos quatro cantos do Brasil – e do mundo – mas aqui virou bandeira, cultura, motivo de orgulho e dedicação.
As mulheres são machistas.
Os homens (óbvio) são machistas.
As crianças são machistas.
Os animais de estimação são machistas.
Aqui, homem não pode falar fino, precisa comer todas as mulheres, não pode ser delicado, educado, sensível, deusmelivre chorar.
Aqui, homem tem que coçar o saco, falar alto, ser grosso, bater as esporas no meio da sala e fazer a família inteira correr assustada para os quartos.
Aqui, homem pode comer a irmã dos outros, mas ninguém (NINGUÉM!) pode comer a sua.
Aqui, os pais levam os menininhos para a zona quando eles fazem 14 anos, que é para garantir que seu herdeiro vai ser um MACHO, e dos bons.
Aqui, para muitos e muitos, é melhor um filho morto que um filho gay.
Barbaridade?
Sim, uma barbaridade.
E o pior é que as mulheres compactuam com essa loucura toda.
Afinal, não podemos esquecer que, quem educa este bando de machistas presunçosos são elas, as mães.
No entanto, como para cada ação existe uma reação, de castigo por serem tão bobalhões no quesito “igualdade sexual”, os gaúchos ganharam de presente do resto do país a fama de bixas.
Sabem como é, o humor sempre vai pisar nos calos, senão não é humor.
E eu acho é muito do bem feito, se querem saber.

7. A crise nas bolsas atinge meus bolsos: o tiozinho que vende doces caseiros aumentou em 30 cents seus produtos alegando “os problemas lá com o dólar, sabe?”.

8. Definitivamente, tamanho não é documento: vocês viram que, em Taiwan, um rato oferecido como almoço para uma cobra matou a serpente e saiu ileso?
Aconteceu.

9. Sempre fui fã de quadrinhos. Sempre. Não tanto os de super-heróis, mas a Turma da Mônica sempre teve lugar cativo no meu coração.
Lia sempre, lia todos.
E agora, tanto tempo depois e com os gibizinhos consideravelmente mais caros (seria o dólar?) leio só às vezes, quando vou na casa dos meus primos e lhes surrupio alguns exemplares.
A última vez que cheguei em casa com a bolsa cheia de gibis descobri, com alegria, que a turma havia ganhado dois novos personagens: Dorinha, uma menina cega, e Da Roda, um menino que anda de cadeiras de roda.
O mais bacana é que suas deficiências são apresentadas com muita naturalidade e sem melodramas: Dorinha, sem a visão, desenvolveu espantosamente suas demais percepções e Da Roda é considerado pelas meninas da turma “um gatinho”.
Palmas também para o cão-guia da menina e para todas as adaptações mostradas na casa do menino, como rampas e barras de apoio. Muito, muito bacana. Afinal, é de pequeno que se desentorta o pepino, e nada é mais fantástico do que as crianças poderem crescer sabendo que ser diferente é absolutamente normal.

10. Me perguntaram se eu sou contra ou a favor do aborto.
Sou contra, veementemente contra.
E isso significa que eu não faria, de jeito nenhum.
Mas é óbvio que não tenho nada a ver com aquilo que os outros fazem.
É isso.
Sou contra.
E fim de papo.

11. Leiam com carinho este texto logo abaixo, retirado do Blog Updaters:

"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia."

Ai.

12. Os insetos voltaram. E o verão também.

Os leitores imaginários deste blogue que perdoem o excesso de assuntos completamente diferentes num mesmo post.
Sou péssima para definir prioridades.
Agradeço a compreensão e muak.

:)