16 outubro 2008

Eu tenho uma amiga.

Sim, uma boa amiga.
Aliás, mais do que isso: uma grande amiga.
Estupenda.
Infinita.
Adorável.
E hoje, especialmente hoje, esta querida (pessoa fantástica que me faz sorrir pelo simples fato de estar ali) está de aniversário.

Nessas horas complica.
O que dizer para ela?
De que jeito demonstrar o imenso carinho, e o imenso respeito, e a imensa gratidão que sinto aqui, no peito, de um jeito que ela seja capaz de entender, em sua intensidade, em sua dimensão?

O que me tranqüiliza é que eu sei que ela entende,
porque ela sempre entende, tudo.
Entende sem que eu precise dizer;
entende até quando não deveria entender.

Hoje ela está de aniversário, e eu queria escrever o texto mais lindo e mais puro que já escrevi na minha vida, e lhe oferecer de presente, para ela guardar dentro do livro que mais gosta, como se fosse uma pétala de flor.

Ou fazer um desenho sobre todos os meus pedaços - que ela sempre juntou - e sobre como cada um desses pedaços a adora, a respeita e precisa dela.

Uma música, quem sabe, que ela pudesse ouvir todas as noites antes de dormir. Uma música capaz de tirar de seu coração qualquer dor ou angústia que, por ventura, venha ali se infiltrar. Uma canção de abstração.

Sim, eu a amo.
Exageradamente; irracionalmente.
E tudo que ela desperta em mim é bom.
Porque ela nunca me deixou só.
Nunca me acusou.
Nunca me usou.
Nunca me desrespeitou.
Nunca.

E sempre esteve ali, mesmo quando eu nem notava sua presença, mesmo quando eu nem percebia seus cuidados e sua proteção, mesmo quando eu queria estar sozinha.
Ela ia; mas sempre ficava.
Como toda boa amiga deve fazer.

Minha querida:
Não vou lhe escrever um texto, porque textos se perdem no tempo com muita facilidade;
também não vou fazer desenho nenhum, pois desenhos rasgam, mancham, desbotam.
Menos ainda vou compor uma canção, que pode simplesmente parar de tocar.

Vou é lhe dar o meu coração.
- Mas isso você já me deu.
E te dou de novo,
e de novo,
e de novo,
e de novo,
uma coleção de corações, todos meus, para você.
Corações que já sobreviveram a muitas batidas,
porque sempre puderam estar ao lado de pessoas como você.

Eu estou com você, e com você eu vou.
Te amo, minha mãe.
Parabéns.