25 setembro 2008

Salve Inácio!

Eu fui batizada na igreja, mas não fiz catequese, comunhão, crisma, primeira eucaristia e essas frescuras todas. Me lembro que, até pouco tempo atrás, quando contava que não havia cumprido com tais protocolos, as pessoas me olhavam com espanto e, não posso negar, certo receio:
- O quêêêê? Tu não fez?
- Não.
- Nossa.
Mas isso nunca chegou a me abalar.
Não fiz nada disso porque, lá em casa, a gente diz que é ESPÍRITA quando perguntam sobre a nossa religião.
- O quêêêê? Espírita?
- Sim.
- Nossa.

Apesar de se dizer espírita, ninguém na minha família freqüenta o Centro, faz evangelho nem cumpre com nenhum ritual.
Apenas acreditamos na maioria dos preceitos do espiritismo kardecista, e só.
Não falamos com os mortos, não adivinhamos o futuro, não curamos com as mãos e não matamos galinhas pretas durante a madrugada, como (inacreditavelmente) muita gente costuma acreditar.
No entanto acreditamos em vida após a morte, psicografia, Deus e todas essas coisas.
Eu cresci em um lar assim: quando dizia que estava conversando com a falecida vovó, mamãe não chamava um padre para exorcizar a casa.
Ou seja, sempre foi muito bom.
No entanto, provavelmente por ter nascido em um lar espírita, o espiritismo nunca tenha me interessado. Mesmo com a imensa biblioteca espírita que minha mãe sempre manteve em casa, nunca me dignei a ler até o fim um livro sequer.
Achava todos chatos, pedantes, exagerados.
Tudo me parecia muito monótono e careta.

Até o dia em que caiu nas minhas mãos uma série de livros escrita pelo Dr. Inácio Ferreira, em parceria com o médium Carlos Baccelli, que me fez rever os meus antigos conceitos: livros que desmistificaram tudo que eu já havia lido e ouvido falar a respeito do espiritismo.
Primeiro porque o narrador não se coloca numa condição semi-angelical.
Não!
Dr. Inácio é tão humano quanto qualquer um de nós, e xinga, fala alto, trabalha duro, tem medo, inseguranças, fome, como eu e você.
Ele até fuma cigarros de palha, vejam só!
Aquele famoso distanciamento entre o narrador e o leitor (que tanto me irritava na literatura espírita) simplesmente não existe.
Dr. Inácio é gente como a gente.

E é corajoso.
Tanto ele quanto seu médium, Carlos Bacelli.
Pois tocam em assuntos delicados, inconvenientes, fantásticos, curiosos, chocantes – que nos fazem, literalmente, parar para pensar.

Eles conseguiram responder a perguntas que eu sequer havia feito.

Mas afinal, porque estou escrevendo isso?
Não sei, vontade de compartilhar.
De contar que existem livros espíritas que – apesar dos títulos piegas – são bacanas, esclarecedores, surpreendentes e melhores do que tudo que você já ouviu falar a respeito de romance e filosofia.
Você não os lê; os devora.
Para quem está a fim de dar uma espiada no outro lado, é uma grande pedida.

Onde você pode encontrar os livros do Dr. Inácio:

- Planeta News

Vale a pena.