19 agosto 2008

Atenção.

Texto inapropriado para maiores de doze anos.

Querêncio

Dentro do Armário mora um monstro
De cara amarrada e dentes grandes.
Sempre que o menino se deita
O monstro o observa vigilante.

De noite, em silêncio
Matreiro abre a porta
Espia o menino Querêncio
Que dorme de boca torta.

Pé por pé o monstro deixa o armário
Da cama vai se aproximando
E o pobre do Querêncio dorme
Chega a estar ronronando.

O monstro os braços levanta
Preparando o ataque fatal.
Irá devorar o menino
Tal qual um peru em noite de natal.

Porém, ora veja! Que surpresa!
De malvado o monstro só tem o jeito.
Com cuidado cobre o menino
Da ponta dos pés até o peito.

Para o armário o monstro retorna
Sensação de dever cumprido.
Volta para vigiar o sono
De Querêncio, seu amigo querido.

A Bruxa Boa

A bruxa colocava
Dentro do seu caldeirão
Flores, plantas, muitas coisas
Para apimentar sua poção.

Todo mundo tinha medo
Da bruxa e suas bruxarias
Mas uma corajosa menina
Quis saber o que a bruxa tanto fazia.

Bateu na sua porta, curiosa e corajosa.
Perguntou:
- Com licença, dona bruxa, só vim conferir se a senhora
é mesmo assim, tão maldosa.

A bruxa se chamava Ofélia
E ofereceu para ela biscoito, chocolate
um suco de groselha.
A menina, já alimentada, despediu-se animada.
- Voltarei outras vezes, senhora bruxinha, tão educada.


O príncipe sonolento

De noite a lua é rainha
A rua é escura,
A cidade é vazia.
A donzela, em seu quarto, dorme sozinha.

De manhã o sol acorda
Batendo na porta
Do cavalheiro encantado
que não despertou.

De tarde o calor impera
E a pobre donzela
Ainda espera
o príncipe que não chegou.

Sai a primeira estrela
E a lua ligeira
Quer de volta o seu trono
no meio do céu.

O príncipe acorda
assustado, atrasado
Sai correndo apressado
procurar sua princesa.

Mas – que pena – ela oura vez adormeceu.
O sol se recolheu, a janela se fechou.
- Príncipe, e agora, a história acabou?

- Ainda não – ele responde.
Logo a lua vai embora
Logo o dia retorna
Logo a princesa acorda
E tudo acaba feliz para sempre
outra vez.

*

Um passarinho canta triste
Dentro de uma gaiola.
Pode ir, mas fica;
lá fora a vida é muito mais perigosa.

*

O elefante corria assustado
fazendo tremer todo o chão.
- Que foi, Senhor Elefante? Aonde vai tão apressado?
- Vi um rato malvado – responde – em cima do meu colchão.

*

Pelo buraco da fechadura
Dona Carlotinha espionava
O casal de namorados
Que tantos beijos trocava.

*

A pulga
Atrás da orelha
Coça, coça,
Pentelha, pentelha.