26 junho 2008

MIL JANAÍNAS


Ontem eu estava dormindo

quando um barulho me despertou.

Algo havia despencado no chão.

Liguei a luz.

Uma pequenina criatura,

com feições exatas as minhas porém diminutas,

me encarava com grandeza e choque.

Logo desvencilhou o medo de seu olhar

e resmungou insatisfeita.


Tem noites

em que uma das mil Janaínas

que guardo dentro de mim escapam pelos meus ouvidos,

minha boca ou meu nariz.

As mais espertas, fogem pelo bocejo.

Quando apaguei a luz,

ela alcançava meu cabelo.



* enquanto isso, Deus brinca de gangorra no playground *