07 novembro 2016

O direito do outro de não ser você

Impressiona a dificuldade que temos em conviver pacificamente com quem pensa ou é diferente de nós – da mesma maneira que impressiona a facilidade que temos em usurpar do outro o direito que ele tem de ser quem ele quiser.
Eu exijo respeito ao estilo de vida que escolhi. Não permito que ninguém – incluindo marido, pai e mãe – diga o que eu devo fazer ou o que eu devo deixar de fazer. Desde que minhas decisões não prejudiquem ninguém, eu faço da minha vida o que eu quiser. É um direito meu, certo?
E também é um direito seu, amigo leitor. Cada um de nós é livre para decidir o que é melhor para si. Mas então por que raios a gente exige respeito ao nosso modo de viver, e não respeitamos o modo de viver do outro? Eis uma boa pergunta.
Por isso, recentemente comecei a fazer um exercício, de dar ao outro – incluindo marido, pai e mãe – o direito de cada um ser o que quiser. Isso significa respeitar não somente a sua opinião, mas a maneira como a pessoa decidiu viver e resolver seus problemas, e toda sua complexidade, seu imenso universo pessoal.
Um exemplo corriqueiro: vamos supor que meu pai tenha um problema, e acredite que a solução está no caminho X. Eu discordo, e acho que a solução está no caminho Y. Mesmo assim ele insiste em ir pelo caminho X. O que eu faço?
Em outros tempos, eu tentaria convencê-lo de que eu estou certa. Talvez eu até discutisse com meu pai, na tentativa de mostrar que a minha solução é melhor. Eu ia me desgastar, me estressar, eu ia ficar puta dentro das calças. E ele ia ir pelo caminho X. Ou seja: eu passaria por um severo desgaste emocional, por nada.
Hoje, eu busco compreender que meu pai, tal e qual o restante da humanidade, é grandinho o suficiente para decidir o que é melhor para sua vida. Eu até posso dar uma opinião, se ele pedir (e eu disse SE ELE PEDIR), mas não tenho o direito de obrigá-lo a seguir pelo caminho que eu seguiria, se eu fosse ele.
Porque eu não sou ele. Eu não sou você, e você não é ele nem eu. Somos pessoas únicas, complicadas, cheias de mágoas e ranços, formadas, cada uma, pela soma das vivências e experiências pessoais, intransferíveis.
Justamente por isso temos a obrigação de respeitar o outro, mesmo que a gente não concorde com absolutamente nada do que o outro é.
Afinal, se o direito do próximo de ser quem ele quiser estiver ameaçado, estará ameaçado também o meu direito de ser quem eu quiser. 

25 outubro 2016

O cão que nos habita

Cada pessoa traz dentro de si dois cães: um manso e pacífico, e um raivoso e hostil. Estes dois cães nos habitam. Por isso, não há um ser humano neste planeta que seja somente bom, da mesma forma que não há um que seja somente mau.
Estes dois cães brigam diariamente pela liderança. E diariamente vence aquele que for mais fartamente alimentado. Esta decisão pertence a cada um de nós; é pessoal e intransferível. Qual cão você quer mais forte?
Falando assim, parece óbvio que é o cão do bem. No entanto, na prática, não é tão simples quanto parece. Porque o mal, apesar de ser o mal, traz algumas mordomias. Pessoas agressivas e cruéis também obtêm benefícios. Se você não possui moral e nem ética, por exemplo, pode conquistar muitas vantagens em seu trabalho e em sua vida, ganhar um monte de dinheiro, e alcançar uma posição de sucesso e respeito em sociedade. Pode, a gente sabe que pode.
E o bem, apesar de ser o bem, também pode trazer desvantagens. Pessoas honestas e pacificadoras são chamadas de tolas. Podem perder dinheiro, podem perder amigos, podem perder status, podem perder o emprego e o respeito. Podem, a gente sabe que podem. Pessoas que alimentam seu cão benevolente também sofrem privações.
Ou seja, escolher alimentar o cão certo nem sempre será sinônimo de felicidade e paz constante. A vida é complicada por isso: todo o mal traz benefícios, e todo o bem traz malefícios. Cada cão traz em si os lucros e os prejuízos provenientes das nossas escolhas, e daquilo que é prioridade para cada um.
Portanto, não creio ser incorreto dizer que o bem e o mal são tão próximos, que andam de mãos dadas. Estes dois cães que nos habitam não necessariamente são inimigos – apesar de brigarem o tempo inteiro. Acredito inclusive que, muitas vezes, eles dormem e brincam juntos.
Mesmo assim, um sempre será maior e mais forte que o outro: aquele que eu decidir alimentar.
Mas cuidado! Em um determinado momento, o cão que você alimenta todos os dias se tornará tão grande e tão forte, que tomará conta do pátio, e de ti, e você não terá mais qualquer controle sobre ele.
Então, pense bem em qual cão você quer ao seu lado. E o alimente. 

11 outubro 2016

Sobre Sábado

A 4ª Mostra de Arte do Saloon foi sensacional.

Por Fernão Duarte.

Acredito que todos os envolvidos – organizadores, expositores, músicos, público – saíram do Rancho Cavalo de Troia, na madrugada do último domingo, satisfeitos e de boas.
No entanto, para mim, a 4ª edição deste evento – que busca reunir e promover os artistas daqui, da nossa cidade, da nossa região – foi especialmente importante.
Porque me mostrou mais uma vez que, apesar das notícias tristes da TV e dos jornais; apesar das injustiças e da sensação constante de impotência; apesar dos tombos, das frustrações, das decepções, do cansaço: ainda há motivos para acreditar.
E isso não é algo que eu acho. É algo que eu vejo.
O bem sempre foi silencioso e discreto, diferentemente do mal, que costuma ser barulhento e histérico. Enquanto o que é ruim faz estardalhaço no Jornal Nacional, o que é bom costuma trabalhar nos bastidores, quietinho. Mas para quem só assiste; para quem está na plateia, parece que só o mal tem vez e voz.
Não é verdade.
E por isso eu agradeço muitíssimo.
Agradeço por ter a oportunidade de ser quem eu sou e de estar onde estou. Agradeço por ter olhos capazes de ver tudo de bom e de incrível que acontece em minha volta, ao alcance das minhas mãos. Agradeço por encontrar em meu caminho pessoas que me mostram que, ao contrário do que muitas vezes parece, temos motivos para acreditar, inclusive um no outro.
Agradeço porque, depois de um evento como a Mostra de Arte, é impossível não ter certeza absoluta de que o mundo tem jeito, apesar dos pesares.
Porque atrás dos holofotes, onde a desesperança faz gritaria, há um bando de gente fazendo daqui um lugar melhor para se viver. 

Por Felipe Granville.
 Veja mais fotos aqui e aqui.

30 setembro 2016

Porque uma andorinha sozinha não faz verão!

Um pouquinho do que rolou no Aniversário Cultural em Não-Me-Toque está no blog da Editora Os Dez Melhores!
Para ver mais fotos do evento, clique aqui e aqui.
Foto: Fernão Duarte.

24 setembro 2016

É HOJE!

Hoje todos os caminhos levam até a Casa da Cultura de Não-Me-Toque! ;)
Vamos?
Saiba mais clicando aqui.
Confirme sua presença clicando aqui.

12 setembro 2016

Aniversário Cultural em Não-Me-Toque: não dá para não ir!

Assessoria de Comunicação Editora Os Dez Melhores.


Reunir os artistas e promover a arte. Levá-la até as pessoas, ao invés de esperar que as pessoas venham até ela. Eis um conceito que vem crescendo e se fortalecendo em nossa região.
Desde a Mostra de Arte do Saloon, no Rancho Cavalo de Troia, que em um ano já vai para sua quarta edição, até o Sábado Cultural em Carazinho, este movimento cultural independente vem tomando força, conectando-se com mais pessoas, ampliando-se, espalhando-se, cruzando trevos e fronteiras. E quanto maior o bando, nós sabemos: mais forte ele é.
Deste modo, é com sincera alegria e satisfação que temos a honra de convidar a todos para o Aniversário Cultural, em comemoração aos 26 anos da Casa da Cultura Dr. Otto Stahl, de Não-Me-Toque.
O evento acontece dia 24 de setembro, sábado, entre 14h e 19h, e vai contar com exposições de arte, e apresentações de música e dança.
Serão 25 expositores, 8 shows, e mais de 50 artistas envolvidos – todos de Não-Me-Toque e região.
E vai rolar música, literatura, artes gráficas, culinária, ilustração, fotografia, artesanato, patchwork, artes plásticas, pirografia, pintura em porcelana, dança e quadrinhos. É arte para todos os gostos!
Além de celebrar o aniversário da Casa da Cultura, que realiza um trabalho excepcional de promoção e preservação da história e cultura de Não-Me-Toque, o Aniversário Cultural busca também promover a arte e os artistas que são daqui; que produzem, fomentam e mantêm a arte em movimento aqui, em nossa cidade, em nossa região.
Por isso, fica o convite para todos que reconhecem a importância da arte e da cultura para a emancipação intelectual de cada indivíduo, e também da sociedade como um todo: dia 24 de setembro, entre 14h e 19h, não deixe de conferir as muitas atrações do Aniversário Cultural – 26 anos da Casa da Cultura Dr. Otto Stahl.
O evento é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto de Não-Me-Toque/RS, e conta com a coordenação da Editora Os Dez Melhores, da Café Espacial e da banda 5:18.
Para mais informações, entre em contato através do e-mail contato@editoraosdezmelhores.com.br
Até lá!

Confirme sua presença aqui.

05 setembro 2016

Atenção, artistas, arteiros e simpatizantes!

Em outubro, 4ª edição da Mostra de Arte do Saloon – Feira Livre da Contracultura, no Rancho Cavalo de Troia, em Carazinho.
Inscreva-se até o dia 20/09 e mostre sua arte: contato@editoraosdezmelhores.com.br
Regulamento: não há regulamento! ;) 

Foto: Fernão Duarte.
Saiba TUDO O QUE TEVE nas três primeiras edições do evento clicando aqui, aqui e aqui.
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Realização: Rancho Cavalo de Troia

23 agosto 2016

Artistas de Não-Me-Toque/RS e região: a Casa da Cultura tem um convite para vocês!

Assessoria de Comunicação Ed. Os Dez Melhores

Prestes a completar 26 anos, a Casa da Cultura Dr. Otto Stahl decidiu comemorar seu aniversário reunindo artistas de Não-Me-Toque e região para uma tarde cultural em suas dependências. 
Assim, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto e a Casa da Cultura, em parceria com a Editora Os Dez Melhores, a Revista Café Espacial e a banda 5:18, fica feliz em anunciar seu 1º Aniversário Cultural, que acontece dia 24 de setembro, sábado, entre 14h e 19h!
Vai rolar exposições de arte, apresentações de dança e música, e muita cultura no pátio da Casa!
Mas nada disso será possível sem você, artista.
Então se você escreve, canta, dança, desenha, fotografa, esculpe, faz rima, grafita, borda ou pinta o sete, não deixe de fazer parte desta festa!
Basta enviar um e-mail para contato@editoraosdezmelhores.com.br até o dia 05 de setembro, informando qual é o seu trabalho, e manifestando seu desejo em participar!
As inscrições são gratuitas, e a diversão é garantida!

Casa da Cultura em Não-Me-Toque/RS.



22 agosto 2016

Gestação Literária

Sexta de noite eu estava de boas curtindo a chuva embaixo dos edredons, assistindo O Silêncio dos Inocentes e tentando lidar com o Dr. Hannibal Lecter, quando aconteceu: subitamente a ideia para um próximo livro desabou sobre a minha cabeça, como um machado.
Mas não foi só a ideia para um próximo livro; foi o livro inteiro: início, meio e fim, tudo encaixadinho, num quebra-cabeça maluco, porém ordenado.
E cá estou agora, outra vez vivendo duas realidades paralelas: a minha, e a que eu inventei – o que soa bastante insano e doentio, apesar de verdadeiro.
Então, informo-lhes que, nos próximos dois anos (ou talvez três, nunca se sabe), vocês conhecerão a história de um livro que se chamará Batom e Ruge para a Mulher do Diabo.
Pois, como dizem por aí, o maior truque do demônio foi convencer o mundo de que ele não existe. ;)




13 agosto 2016

Entrevista ao Portal Literatura BR!

Pessoal: dei uma entrevista bem bacana para o Nathan Matos, editor do Portal Literatura BR.
Falei sobre o mercado editorial para novos autores, o trabalho da Editora Os Dez Melhores, o projeto Nascedouro, feiras literárias e todas essas coisas lindas!
Clique AQUI e confira!

“Por isso vemos tantos autores e editores frustrados e ranzinzas: porque eles querem fazer parte de algo grande, sendo pequenos. Porque não entendem qual é o seu tamanho, o seu papel, e nem qual é o seu público.
Se nós, da Editora Os Dez Melhores, quisermos competir com a Editora Globo, o que vai acontecer? Seremos miseravelmente esmagados. Mas nós entendemos quem somos na fila do pão. E justamente por isso participamos, sim, de feiras e eventos literários. Mas não da Bienal”.