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A Vida que Não Vivi - entrevista e resenha.

Já está no ar a entrevista que fiz com o escritor Beto Canales para o 3:AM Magazine Brasil. Falamos sobre vários assuntos bacanas, como publicidade e literatura, personagens personalistas, passado, presente e futuro e outras coisas divertidas.
Clique aqui para ler.

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Também está no ar a resenha que escrevi sobre o livro A Vida Que Não Vivi, do mesmo e querido Beto Canales de que falei ali em cima.
Esta está publicada na Esquina do Escritor.
Clique aqui e agora.

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Leiam o livro do Beto, né?
Tá bem massa.

Alegria, alegria.

Depois de levar o Troféu Bigorna, em 2008, e o HQMix, em 2009, ambos como melhor publicação independente, a revista Café Espacial acaba de ser escolhida uma das melhores edições independentes do ano através do Prêmio DB Artes (Divisão Brasileira de Artes), realizado durante as edições do evento HQ Festival (Festival de Quadrinhos de Sergipe).
Com o objetivo de homenagear os autores independentes de histórias em quadrinhos, a premiação é realizada desde 2003, e sua quinta edição aconteceu entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro.
Nas demais categorias, nosso querido colaborador Daniel Esteves apareceu como melhor roteirista, merecendo destaque também o coletivo Quarto Mundo.
Para conferir todos os premiados, clique aqui.

#Parabéns, cambada!

Os Alunos da Uni(tali)ban.

Quem aqui já foi universitário?
E jovem, quem já foi?
Bem.
Então vocês sabem, tanto quanto eu, como as coisas funcionam.
Faculdade, por exemplo, é uma zona.
E não façam estas caras constrangidas.
É normal.
Se você não participou, pelo menos ficou sabendo, quiçá até viu, histórias de deixar a Anaïs Nin de face ruborizada, é ou não é?
Uma vez, na minha faculdade, uma turma inteira flagrou uma aluna e um aluno em situação, digamos assim, um tanto quanto íntima, dentro do estúdio de fotografia.
Tinha gente que fumava maconha há 3 metros do prédio onde estudava, e também quem cheirava cocaína na pia do banheiro.
Conheço um bebê que foi, inclusive, concebido em um WC universitário.
E as festas?
Vixe!
O mais interessante era no dia seguinte, as informações (fofocas?) mordazes e detalhadas percorrendo linhas telefônicas e sinais de internet afora, frenéticas, impiedosas.
Rarara, era engraçado.
E isso é, repito, absolutamente normal.
Começou com nossos pais pedindo paz e amor enquanto rolavam pelados na grama, e tá aí: a liberdade abriu as asas sobre nós.
Concordo: tem gente que perde a linha.
Mas peço que levante o dedo quem nunca perdeu a linha e fez o que não devia.
Ser jovem é legal porque é a única época em que podemos fazer uma série de besteiras sob a justificativa de que somos... jovens!
Daí a subversão, o rompimento; ninguém com 18 anos quer seguir o modelo ‘ultrapassado, careta e repressor’ dos mais velhos.
Não querem que eu faça uma tatuagem? Pois vou fazer.
O certo é ter uma namorada? Pois terei cinco.
É proibido fumar maconha? Pois fumarei todo dia.
Depois passa e vira lembrança engraçada.
Quer dizer, era assim, pelo menos no meu tempo.
Porque parece que agora existe uma parcela mais ultrapassada, careta e repressora que nossos trisavôs jamais conseguiram ser.
Falo, meu amigos, de Geisy Arruda, a estudante da Uniban que foi praticamente linchada por causa de um... vestido?
Lembro que, quando li a notícia sobre o acontecido, levei uns quatro dias tentando decodificar o que, exatamente, havia acontecido.
Ora, não podia ser só por causa daquele vestido rosa, que considerei até discreto perto de coisas que já vi dentro de igrejas.
Haveria de ter mais alguma coisa.
Mas que coisa?
Que espécie de coisa justificaria a reação selvagem e enfurecida daquele bando de jovens, que deveriam estar fumando maconha há três metros do prédio onde estudam ao invés de estarem querendo linchar uma colega por causa de um vestido?
Pensei: as festas desta faculdade devem ser um saco.
Enfim.
O tempo passou e hoje, acessando a internet displicentemente, me deparo com a notícia que eu podia ter morrido sem ler:

Uniban anuncia expulsão de aluna hostilizada por usar mini-vestido
Aluna do curso de turismo Geisy Villa Nova Arruda foi desligada “do quadro discente da instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”.

Hã?
Como assim?
Foi uma piada, é isso?
Esfreguei os olhos.
Li outra vez.
Tentei lembrar se havia tomado algum chá de cogumelo na noite anterior, e lembrei que não tomo chás de cogumelos.
Ou seja: a Uniban realmente expulsou a vítima do episódio acontecido dentro da instituição, "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade".
Em primeiro lugar, meus caros, flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade foi a maneira como trataram a menina, gritando ‘mata, mata, estupra, estupra’.
Não fazemos isso nem com animais.
Nem com vermes.
Nem com lactobacilos.
Nem com assassinos em série.
O que pode ser mais antiético, indigno e imoral do que isso?
Mata, mata?
Estupra, estupra?
Trata-se da nova juventude hitlerista em ação?
Outra: que mini-vestido, afinal?
Mini-vestido, para mim, é o que usam as bailarinas do Faustão, às 3 horas da tarde de domingo e ninguém fala nada.

A contragosto, li até o fim a matéria sobre a surreal expulsão.
Tem coisas que eu preferiria nem saber, mas.
Li.
E entre muitas incoerências, alega o assessor jurídico da Uniban, Décio Lecioni Machado, “que o vestido curto que Geisy usava no dia da confusão não motivou a expulsão. Foram gestos e atitudes que a aluna já manifestava há tempos que provocaram o tumulto e, consequentemente, o desligamento da universidade”.
Piorou!
Bem que minha mãe sempre disse que algumas coisas na vida são como merda: quanto mais se mexe, mais fede.
E quais seriam, senhor-doutor-excelentíssimo Décio Lecioni Machado, os gestos e atitudes que a aluna manifestava há tempos, e que seriam graves o bastante para explicar um linchamento e uma expulsão?
Ele não respondeu.
E quer saber?
Não importa quais os gestos e atitudes que a aluna manifestava há tempos.
Nada importa quando uma menina é atacada coletiva e violentamente como ela foi, dentro de uma instituição de ensino, e ainda acaba expulsa, sob justificativas absurdas, mais absurdas ainda que o tratamento insano que recebeu de seus colegas.
Isto é, a Uniban não só aprova, como apóia e incentiva este tipo de atitude por parte de seus alunos?
Ah, lembrei de uma coisa!
A Uniban é uma universidade particular.
Sendo particular, é claro, cada um daqueles aluninhos defensores da moral e dos bons costumes pagam uma quantia, no mínimo, razoável para estudar lá; logo, como poderiam ser punidos se estão paga?
Melhor expulsar uma aluna do que 350.
Nojo deste tipo de coisa.

Minha sugestão é: sabotagem.
Descarada.
Se estudam por lá, tranquem as matrículas.
Não se inscrevam para o vestibular, não dêem aula, não passem sequer na frente!
Enquanto cidadãos normais, pacatos e sexualmente esclarecidos, não podemos nos calar e consentir com atitudes boçais e desumanas como essa.
E, Geisy: processe.
Geral.
Descubra o nome de cada imbecil-alienado que aparece nos vídeos e arraste pra lei.
Porque se Geisy perder em última instância – coisa que não duvido, dado o bundalelê que virou nosso país, nossa justiça, etc – eu juro que jogo a toalha e peço água.
Saio do jogo porque simplesmente desconheço as novas regras.
E se querem saber: não tenho nenhuma intenção de aprendê-las.

Resenha Espacial.

Saiu uma resenha arretada no blogue A. Moraes – Escritor Oculto sobre a Café Espacial.
Aqui.
Vale um click.

Epopéia Libidinosa.

Carlos transou com Luciana;
que dormia com Marcão;
que comia Mariazinha;
que namorava Roberto;
que saía com Sônia;
que trepava com Tiago;
que flertava com Tatiana;
que perdeu a virgindade com Manuel;
que fez sexo com Osvaldo;
que casou com Flávia;
que tinha um caso com Fernando;
que era amante de Larissa;
que dava para Paulino;
que transava com Amélia.

Que tinha aids.

Jornada Nacional de Patifaria.

É certo que, por estes dias, você ouviu falar na Jornada Nacional de Literatura.
A não ser que more em outro planeta, é certeza que leu nos jornais, ouviu nas rádios e viu na tevê as notícias exaltando o evento literário mais importante de Passo Fundo, aquele que reúne grandes autores na cidade que mais lê do país.
Como vocês talvez saibam, a Jornada é uma promoção da UPF.
Bem.
Eu morei um ano e meio em Passo Fundo, estudei cinco na UPF e trabalhei dois na agência experimental da instituição.
Ou seja: fui aluna e estagiária da universidade, e também habitante desta cidade que, como todas as outras, tem coisas boas e ruins praticamente na mesma proporção.
E por mais que você pense o contrário - dadas às manchetes que vê nas tevês, rádios e jornais - eu afirmo com convicção: a Jornada Nacional de Literatura não está entre as coisas boas da cidade.
Por quê?
Explicarei meu humilde ponto de vista aqui, e agora.
Relutei um pouco a escrever sobre este assunto, pensando que em alguns vespeiros não vale a pena pôr a mão, e que com cachorro grande não se briga, e que poderiam encher o meu saco e a minha caixa de e-mails com desaforos e despautérios.
No entanto, ponderei que muita gente precisou morrer para que hoje tivéssemos um negócio chamado liberdade de expressão, e já que, ao contrário das tevês, jornais e rádios, a UPF não patrocina este blogue, eu posso sim falar o que penso, sem lenço, sem documento, amém.
Ademais, trata-se somente e tão somente da minha opinião.

Nada além disso.

Minha história começa dia 17 de julho deste ano, quando acessei o caderno Blitz, do jornal Diário da Manhã de Passo Fundo, e me deparei com um texto do escritor Gustavo Melo (pernambucano radicado em Passo Fundo), onde ele falava sobre como a Jornada era importante para a formação ‘não simplesmente de leitores, mas de leitores de verdade!’. Você pode ler o texto na íntegra clicando aqui. Enfim. Não costumo comentar textos internet afora, especialmente se os textos ou comentários em questão puderem levantar debates pouco saudáveis, que invariavelmente terminam descambando para a grosseria e a falta de educação.
Mas não resisti, e deixei lá minha idéia:

Desculpe Gustavo, mas preciso discordar de ti: se a Jornada estivesse mais preocupada com pessoas do que com mídia e faturamento, não cobraria 100 reais as inscrições.
Não se trata de inclusão, mas exclusão.
Um circo, nada mais.
Pergunto: e durante os dois anos que separam uma jornada da outra, o que faz Passo Fundo pela literatura?
Nada.
Temos aquela pracinha mequetrefe perto da rodoviária e nada mais.
E a biblioteca municipal? Jogada as traças!
Se, por sorte, os passofundenses são os que mais lêem no Brasil, isso nada tem a ver com a Jornada nem com os incentivos da cidade à literatura.
Capital Nacional da Literatura é só um título, literalmente.
E infelizmente.

Alguns dias depois, um dos jornalistas do caderno Blitz me mandou um e-mail convidando para participar de um debate sobre literatura e afins na radio Diário da Manhã, ao lado de Gustavo.
Evidentemente que topei, afinal sou totalmente a favor de conversar e se entender, trocar idéias, controverter, desde que seja com pessoas inteligentes, que possuam argumentos e, claro, boa educação.
O jornalista ficou de me escrever novamente, para marcarmos dia e hora para o debate, e então desapareceu da face da terra.
Por quê?
Porque, certamente na melhor das intenções, o rapaz teve a idéia de promover um debate entre dois escritores passofundenses e suas idéias sobre a Jornada e literatura, MAS, sem dúvidas, foi proibido de levar adiante a discussão porque a UPF é uma das maiores patrocinadoras do jornal, da rádio, e de todo o resto.
Então, onde já se viu chamar alguém que pensa diferente para esculachar nosso maior anunciante?
Jamé!
Este é um problema bem grave, e que mereceria um texto à parte: NUNCA, eu disse NUNCA, teremos liberdade de expressão e imparcialidade enquanto meios de comunicação estiverem nas mãos de anunciantes e políticos.
Mas não é o que estamos tratando aqui.
Não pude ir até a rádio dizer o que eu penso, mas posso e devo escrever aqui: a Jornada Nacional de Literatura trata-se de um enorme engodo.
Uma farsa.
Um lobo em pele de cordeiro.
Pão e circo e fim.
Começa pelo preço: a inscrição custa 100 reais. Isso se você se cadastrasse até 17 maio. Depois, o valor podia chegar a R$130. Eu disse CENTO E TRINTA (duvidou? confira aqui a tabela de preços)! Se eu tivesse 130 reais estaria rica. Alunos da UPF tinham (não sei se ainda têm) desconto de vinte reais, ou seja: o preço continua 80, o que, convenhamos, não é o que podemos chamar de ‘em conta’.
E ainda por cima, o evento recebia, até pouco tempo, cerca de 1,1 milhões de reais do LIC (Lei de Incentivo à Cultura).
Sim, meus amigos, 1,1 milhões + 100 reais pagos por cada participante.
Aplausos para a filantropia.

Passo Fundo e a UPF se vangloriam de promover literatura na cidade que mais lê no país.
No entanto, convido-os a conhecer a Biblioteca Municipal da cidade.
Está, como escrevi no comentário ao Gustavo, jogada as traças.
Na frente, a grama chega a estar alta.
E na Biblioteca da UPF (uma grande e vasta biblioteca, com a grama da frente bem cortada e as paredes bem pintadas), a comunidade não pode retirar livros – apenas alunos e professores.
Pergunte a qualquer passofundense quais eventos, além da Jornada, são promovidos por aqui.
NENHUM, será a resposta.
E tente conseguir apoio de algum destes órgãos por mim citados para a realização de um sarau, ou qualquer projeto do gênero: você não vai conseguir, meu amigo, nem que a vaca voe, e isso é certo.
A única manifestação cultural em prol da literatura que existe em Passo Fundo durante os dois anos que separam uma jornada da outra é uma pracinha burlesca, para não dizer coisa pior, próxima à rodoviária da cidade, que serve muito bem como ponto de prostituição e local para consumo de drogas.
E, mais importante que tudo isso: cadê, afinal de contas, os autores gaúchos na Jornada?
Este ano, após poucas discussões referentes à carta aberta que Cintia Moscovich escreveu em 2005 a Tânia Rösing, coordenadora da Jornada - carta esta que, graças à simpatia e reconhecida educação de Tânia, foi singelamente ignorada - trouxeram meia dúzia de autores gaúchos e criaram, dentro da programação, o Encontro Estadual de Escritores Gaúchos.
Bonito.
Meia dúzia é melhor do que nada.
Neste momento, abro um adendo neste texto para postar o trecho de uma matéria que acabei de encontrar aqui, escrita pelo jornalista Guilherme Mergen, na ocasião da última jornada, em 2007, publicada no site Overmundo:

Manifesto solitário
Praticamente escondido na enorme dimensão da manifestação cultural, o escritor e funcionário público Júlio Pérez ensaiava um protesto silencioso na penúltima noite da Jornada. Apontado como corajoso por alguns participantes, bateu de frente com a comissão organizadora. O motivo: a ausência de autores locais. O valente escritor montou uma mesa justamente na entrada do portal das linguagens, onde estão gravuras de escritores presentes em outras edições da Jornada. Sobre a mesa, colocou cerca de 10 exemplares de sua obra, intitulada “Expresso instante”, e arriscou uma última ousadia antes de sentar: fixou sobre a estrutura das gravuras um cartaz com as seguintes palavras: autor local. Não precisava de mais nada. A presença de Pérez já incomodava a organização.

Enquanto entrava no pavilhão onde estava montada a sala de imprensa, percebo o protesto solitário do passo-fundense e me aproximo. Quando me apresento ao senhor como repórter, ele abre um sorriso e inicia uma seqüência interminável – eu sequer consegui ficar até o final de seu discurso – de críticas à Jornada. Durante a conversa, Pérez foi convidado a se retirar mais de uma vez daquele local pela organização, mas permaneceu fiel ao seu manifesto. “Há uma falta de consideração com os autores locais e regionais. Batalhamos pela literatura, porém, em um evento dessa grandeza, não somos chamados e nem é reservado um espaço para o autor local”, comenta. Apesar das críticas, o poeta, que finalizou recentemente um romance, reconhece o mérito do evento em formar leitores. “A Jornada pode ter formado leitores, mas nunca gerou um escritor. Isso porque jamais incentiva o autor local”.

O passo-fundense insatisfeito vai além dos comentários sobre a ausência de escritores regionais. Durante nossa conversa – nesse momento, vários outros jornalistas também pararam para ouvir a manifestação -, Pérez reforçou uma antiga crítica à manifestação cultural. Para ele, a Jornada transformou-se em um evento de professores e alunos. “Está ficando um negócio masturbatório, sabe. Vamos trazer outras pessoas, além daquele grupo fechado”. Nessas alturas da entrevista, mais de 10 pessoas rodeavam aquela pequena mesa, montada em local estratégico. E o poeta continuava firme em sua cadeira discursando: “E esse prêmio de literatura? Na última edição, deram R$ 100 mil ao Chico Buarque. O que ele tem a ver com Passo Fundo? O cara pega o prêmio, vai embora, não deixa nada pra cidade, enquanto aqui tem muitos que estão batalhando pela cultura local”. Se o objetivo de Júlio Pérez era chamar a atenção, conseguiu. Mas, com exceção do Overmundo e de um blog local, mantido por um jornalista, nenhum outro veículo de comunicação levou a sério os argumentos do autor. “Se colocarmos isso, vamos nos incomodar. É melhor deixar em branco”, me disse um repórter de um jornal. Em contato com a organização, fui informado de que a Jornada reserva espaços tanto para sessões de autógrafos como para lançamentos de obras de autores locais. Segundo a coordenação da Jornada, inúmeros escritores regionais participavam das atividades da programação.

Só tenho quatro coisas para dizer.
Primeiro: inúmeros escritores regionais participavam das atividades? Só se pagassem a inscrição, obviamente.
Segundo: quanto custa mesmo o espaço para a sessão de autógrafos?
Terceiro: o mundo ainda tem salvação.
Quarto: na próxima jornada, meu amigo Júlio, conte comigo.
.
Porque a UPF tem essa marca registrada: qualquer um que não lhe atirar confetes ou for, de um jeito ou de outro, conveniente, pode considerar-se carta fora do baralho.
É uma pena que a instituição patrocine TODOS os meios de comunicação, não possibilitando que pessoas de fora – e às vezes até daqui, de dentro – possam enxergar o que, de fato, acontece ali, e com quais intenções.
A UPF não incentiva nada – não sem ter por trás um plano, que inclui promoção pessoal, dinheiro e interesses, no mínimo, escusos.
E não somente quando se trata de literatura.
Ano passado, por exemplo, o grupo de teatro Viramundos, pertencente à universidade, chegou um belo dia para ensaiar e encontrou um bilhetinho colado na porta da sala de ensaios, que avisava que, depois de 16 anos de estrada e um belíssimo trabalho realizado, o projeto estava cancelado.
Simplesmente, sem maiores explicações, sem respeito, sem nenhuma consideração.
Chutados para fora por um bilhetinho ordinário.
E o pior: a UPF confiscou o nome e a marca do grupo, obrigando todos os artistas a recomeçarem, simplesmente, do zero (o grupo criou o Timbre de Galo, e atualmente excursionam com a peça Auto da Paixão e da Alegria).

Eu, sinceramente, acredito que todos os castelos de areia, com o tempo, ruirão.
Não é possível que embusteiros como estes, que fazem a Jornada e a UPF e tantas outras merdas semelhantes Brasil afora, fiquem para sempre por cima da carne seca, pisoteando em todo mundo, utilizando pessoas e instituições como escada para promover-se e encher o próprio bolso de dinheiro e o próprio ego de massagens.
Um dia, a verdade vem à tona, doa a quem doer, demore o tempo que demorar.
E isto nem chega a ser um desejo.
Trata-se apenas de uma constatação.

Meu Amigo Benjamin.

Confiram só a resenha super adorável que Sônia de Matos, jornalista e minha atual amiga de infância (brincadeirinha, rerere) escreveu sobre o livro Uma Carta por Benjamin, de autoria desta que vos escreve, e o site Porto Cultura publicou:

Amar é Abanar o Rabo.

Só o título já vale pela obra toda.
E além dele, tem muito, muito, muito mais.
Tá bacana e fica aí o convite.
Ps.: viram meu nomezinho ali?
Pois é, ririri.
;)

Lançamentos supimpas!

São Paulo, nossa estimada paulicéia desvairada, ferverá nesta semana.
Sim.
Muito mais do que o normal.
É que em comemoração ao segundo aniversário da HQMix Livraria, Gual e Dani prepararam uma série de eventos bacaníssimos, que inclui uma festa de arromba pelo aniversário do fantástico coletivo Quarto Mundo (dia 30, sexta-feira) além do lançamento da querida Café Espacial número 5, ao lado da Sideralman nº02 (Will & Cia.) e Vida Boa (Fabio Zimbres), dia 31.
Para conferir a programação completa, clique aqui e se jogue.

Dia 31 (sábado), a partir das 19h30:
LANÇAMENTO DA REVISTA CAFÉ ESPACIAL #05
POR SERGIO CHAVES, LIDIA BASOLI, LAURA GATTAZ, ALLAN LEDO, JOZZ, JANA LAUXEN, SUELI MENDES, LAUDO FERREIRA, BRUNO ONDEI, LUC DE SAMPAIO, ALOÍSIO DE MORAES e EBBIOS


LANÇAMENTO DA REVISTA SIDERALMAN #02
POR: WILL, CADU SIMÕES, LAUDO FERREIRA, OMAR VIÑOLE e BRAGA

Passem lá: HQMIX LIVRARIA, PRAÇA ROOSEVELT, Nº 142, Centro – São Paulo/SP
TEL (11) 3258 7740

E por falar em Café Espacial, recebi hoje os exemplares da quinta edição e, apesar de suspeita, posso garantir que está o ó.
O melhor de tudo é que custa a bagatela de 6 pilas (hey, não dá duas cervejas, amiguinhos) + 1 real de frete (o que não paga um bombom decente, convenhamos).
Peça a sua JÁ!
Quer saber o que vem dentro desta fabulosa xícara de Café Espacial?
Confere:

CAFÉ ESPACIAL NÚMERO 5:

O quinto número da Café Espacial traz as HQs:
- Inferno de Boas Intenções (de Sergio Chaves e Allan Ledo)
- Sabotagem (de Jozz),
- Joaquina Pede Água (de Jana Lauxen, Sergio Chaves e Sueli Mendes) e
- O Sambinha da Ave de Arribação (de Laudo Ferreira).

A seção Café Literário traz o conto Os Ratos, os Gatos e os Homens, da escritora gaúcha Jana Lauxen (autora de Uma Carta por Benjamin, Ed. Multifoco).

A seção Além do Cinema retrata a obra do cineasta Quentin Tarantino, pelo jornalista Bruno Ondei (do Podcast de Cinema da MTV).

E tem também:

- Fotografias de Laura Gattaz;
- A seção Mais uma dose, com Mas será o Benedito? (por Lidia Basoli);
- A seção Arte revelada e O olhar cansado com fotografias de Luc de Sampaio (do site Lente Aberta);
- e na seção Cafeína pura! entrevista com a banda Venus Volts (por Aloísio de Moraes) e resenhas de Everton Pardal.
A capa é do grande e queridíssimo Ebbios.

Massa, heim?

Este é mais um serviço de utilidade pública das Associações Jana Lauxen:

Não sou egoísta.
Isto é, não muito.
E não é porque não poderei participar que deixarei de compartilhar uma incrível oportunidade com os outros - isto é, vocês.
Aliás, 'uma incrível oportunidade' não.
Duas.

Maria.

Uma amiga muito querida que acabei fazendo pelos viés virtuais se chama Maria Rezende, e é a autora do absolutamente ótimo livro de poesias e cd Bendita Palavra (7Letras).
Recomendo muito.
Pois então.
Maria, que é carioca, vai estar em Porto Alegre sábado, dia 24 de outubro, às 18h, na Palavraria (que fica na Rua Vasco da Gama, 165), num evento bacaníssimo chamado Palavra - Alegria da Influência, promovido pelo Jornal Vaia.
Maria, Martha Medeiros e um pocket show com o compositor, cantor, cineasta e escritor Rodrigo Bittencourt.
O que pode ser melhor?
Lembrei: a entrada é franca.
Vê se vão, né?

Beto.

Além disso, depois do lançamento oficial durante a Bienal do Rio deste ano, Beto Canales lança seu livro, A Vida que Não Vivi, na capital gaúcha, no Centro Cultural Érico Veríssimo (Rua dos Andradas, 1223).
É amanhã, dia 22 de outubro, a partir das 19hs.
Apareçam, peguem seu autógrafo e troquem uma idéia com Beto, que é um cara que têm muito a dizer.

Marcaram em suas cadernetinhas?
Maravilha!
Ah!
Não esqueçam de dar um abraço neles em meu nome.
 
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